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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Lugares que você precisa fazer cocô


Amei essa matéria. Porque é uma delícia fazer cocô.
Nunca merda. Meleca.

O cocô é legal, e às vezes acho que deveríamos fazer uma ODE AO COCÔ. E pare com esse sorrizinho bobo de uma pretensa vergoinha. Ou pare de balançar a cabeça como se essa que vos escreve (eu!) fosse maluca. Sou não. Só não sou hipócrita: todos fazemos cocô. O que não podemos, é fazer merda. Não ao menos, muita. Vai que uma merda aqui outra acolá, mas poucas. Porque afinal, não existe papel higiênico suficiente para as merdinhas da vida se todos nós fizermos ela (a merda) o tempo todo. Não acha? Não me conta. Só perguntei por perguntar, cabeção.

Mas vamos lá. Ou melhor, vou indicar para você ir lá (transcrito de https://www.buzzfeed.com/daves4/25-lugares-em-que-voco-precisa-fazer-cocu-antes-de, separei 12 lugares que mais apreciei, o resto você olha no link, bicho preguiça. E leva papel higiênico junto que eu não vou levar prá você, criatura do além):

Este lugar mágico na Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara: 
Este trono glorioso no Peru: 
O Shard, em Londres: 
Este banheiro de inverno em Midway, Utah: 
A Torre JR em Sapporo, Japão:
 Contemplando do alto do Saint Mary Peak, em Montana:
 No topo do mundo, na República Democrática do Congo: 
Literalmente no topo do vulcão Haleakala, no Havaí:
 Vista sobre a água em Big Sur, Califórnia: 
Só relaxando em Pigeon Spire, Canadá: 
Precariamente equilibrado em uma montanha no Colorado: 
Nas montanhas da Eslováquia: 
Ou com a companhia de um amigo: 

O que nos faz chorar



Depois do "Hellooooo!!!", a melhor expressão é "Oi???"!

Nesse último final de semana, faleceu um chamado líder imposto em um determinado país. Sabe, nunca entendi quem idolatra um tirano-ditador. Pessoas queridas, que não se esqueça dele: para não deixar outros tomarem o seu lugar (e que esses outros cometam os mesmos absurdos que foram por ele e seus seguidores, cometidos). Absurdos que INCRIVELMENTE, foram e estão sendo abonados por algumas pessoas.


Questões indecifráveis do mundo:
Como alguém que diz defender a democracia pode idolatrar um tirano? Resposta: Dissonância Cognitiva.


E uma coisa é certa: para qualquer ser que respira, por maiores males que tenha feito à humanidade, sempre existirá aquele que o ama. Sabe, na boa, tenho o maior respeito pela dor dos parentes de quem se vai. Mas além dos parentes, parece-me incompreensível alguém admirar esse “líder”. Na boa. Eu ainda me assombro com o ser humano. E ultimamente, cada vez mais.

Ele destroçou um país. E seu povo. E não me venha dizer que a educação e saúde são boas. Ou o blábláblá da dominância dos Estados Unidos. As pessoas lá, nesse país desse “líder” (sim, existem líderes para o bem, e infelizmente, para o seu oposto), não têm a liberdade de escolha. Como disse um conhecido: “De que me adianta saúde se não tenho a liberdade de ir e vir ou trabalhar onde quero/luto para isso/faço por merecer?” E outra: “De que adianta educação se não posso escolher o que ler (veículos de imprensa, internet, livros)?”

O povo vive na miséria (inclusive de informação globalizada: restringir o meu acesso ao mundo, dominar minha opinião? Oi???), é só olhar o país. E por favor, não compare com o Brasil. Graças ao bom Deus ou aqueles que nos colonizaram (e esse foi um lado bom desses colonizadores), somos um povo maior em extensão territorial e muito variado, abrangente, com várias especificidades. Isso é ótimo. A mistura. E ainda possuímos escolhas, sejam sexuais, religiosas e políticas. Ainda não somos mortos por essas escolhas.

Ok: é verdade que alguns tentam nos separar e voltar à idade da pedra com seus preconceitos neandertais, mas eu tenho esperança que um dia a maioria que hoje dorme perante a realidade contemporânea, acorde.

Com toda essa questão em efervescência, comecei a perceber (e não somente eu, já que a internet está repleta de gente que pensa assim também) a semelhança entre Fidel e Hitler. Irmãos gêmeos na outra encarnação. E não estou pensando em termos estéticos. Veja: http://www.sulconnection.com.br/noticias/4181/fidel-castro-o-barbudo-hitler-caribenho


E se alguém que defende esse líder tirano e ditador vier com aquela frase: "Você não conhece história", responderei com a mesma frase. Please, hello! A história se repete e algumas pessoas não percebem. Ignoram fatos em função de sua idolatria cega. Seres humanos. Seres estranhos.

E sabe do que mais? Na época de Hitler, incrivelmente existiam aqueles que o idolatravam. Estranha coincidência. Oi???

Outra dúvida que me cerca: Como alguém pode chamar de democracia aquilo que me tira o direito a uma opinião contrária? Oi??? Não existe a menor lógica nisso.

Ah, vale a pena ver isso. Excelente. Assista até o final. Mas a questão do título, a partir de 6 minutos: https://www.youtube.com/watch?v=p0uIK1T1JHc&sns=fb

"Com Fidel, o povo cubano se atrasou muito."
(Juanita Castro, irmã do ditador; depoimento ao Fantástico, exibido em 27 de Novembro)


Fidel fez-me lembrar de outro líder contemporâneo, Trump. Além de outros. Inclusive mais próximos a nós. Existem semelhanças bem próximas em todos eles. E voltando ao caso específico de Fidel, cadê o chamado “Direito Humano”? Oi???

Veja alguns artigos/matérias:

Na boa, quando vejo alguém enaltecer Fidel, tenho vontade de chorar. DE DECEPÇÃO COM O SER HUMANO.

E especialmente, do que ela chora.

 NÃO HÁ E NUNCA HAVERÁ JUSTIFICATIVA HUMANA PARA A TIRANIA.

Não se deixe contaminar por discursos retrógrados, decorados e com a legítima síndrome da teoria da conspiração, sejam discursos de direita ou esquerda.

Não se deixe enganar por apaixonados ou divisores do ser humano.

Abra os olhos do cérebro. E por conseqüência, do coração. Humanize-se com lógica.

PS 1: Se você é de esquerda radical e duvida que ele é tirano e ditador, faça um simples exercício. Digite líder tirano ou líder ditador, e veja o resultado de sua pesquisa (imagens), no Google. E porfavorzinho: não diga que o Google é uma empresa pertencente ao “sistema capitalista liberal dos coxinhas de direita contra os super vingadores da escravidão oportunista dos trabalhadores subjugados ao sistema”, ou qualquer teoria aprendida no catecismo de sei lá o que. Eita. Sacolino.

PS 2: Se você é de direita radical, fica ligado. Existem exemplos bem atuais de líderes no poder que têm visões um tanto quanto similares ao citado acima, além de líderes querendo chegar lá, com discursos homofóbicos, machistas e preconceituosos, querendo restabelecer a ordem através da volta do poder supremo dos militares ou algo do gênero. Crenças absurdas de pessoas manipuladoras com visão de mundo ilógico e xenofóbico que só enxergam o próprio umbigo. Perigoso.


OU SEJA, PENSA MAIS. RADICALIZA MENOS.

Gente que não entende o que é empreender


Sempre fui uma propagadora e estimuladora do empreendedorismo. Eu mesma, já empreendi. E do Ranking Políticos, concordo muuuuuuito:

Quer empreender no Brasil? Vai abrir um negócio, inventar um produto novo, gerar empregos, quer exportar? Prepare-se para um ambiente psicopata, disposto a matar a galinha dos ovos de ouro.
Prepare-se para ser extorquido a cada etapa por burocratas incompetentes e corruptos. Prepare-se para um sistema de regras que ninguém tem ideia de como cumprir totalmente e que mudam do dia para a noite. Prepare-se para uma cultura em que parte da intelectualidade demoniza os que produzem e trata como deuses os que só tomam.

Ou o Brasil aprende a deixar a galinha colocar os ovos em paz ou vamos continuar andando para trás. Quer justiça social? Quer um Estado que ajude os necessitados? Pois bem, experimente fazer tudo isso quando as galinhas estiverem todas mortas. Será um país realmente em que todos estarão iguais: na miséria.

Com todo respeito a esquerda, mas JAMAIS entenderei como podem não defender e não entender o empreendedorismo. Muito surreal isso, a meu ver. Ilógico, com todo respeito. E não se fala aqui do consumo na loucura, mas de um consumo mais espartano. Mas consumo. Realmente livre. Inclusive como empreendedor. Democracia é a possibilidade que você tem de poder formar o seu capital e de quebra, até enriquecer. Por que não?




A se admirar. Empreendedores que fazem acontecer.

PS 1: Você quer dividir a pobreza ou ter a possibilidade de sair dela por seu próprio mérito?

PS 2: Cada vez mais me convenço que a direita e a esquerda radicais são opostos iguais em suas extremidades. Ou seja, são mais parecidos do que eles queiram perceber e assumir. Ilógicos, apaixonados e como dizer um sinônimo para chatos? Haja paciência.

Ao capitalismo cego e sem freio, NO WAY. Mas de resto, é o capitalismo muito mais sadio que o socialismo. Ele pode ser inteligente: http://escoladesignthinking.echos.cc/blog/2016/09/o-que-se-pode-aprender-com-a-industria-da-moda/

Amor de acip bate e fica



Amor de acip bate e fica. Já ouviu isso? Ai, que vulgar, Dóris! Aham.

Quer saber? Dá que passa! Hello, semi-virgem, ativar: forma de um balde voador! Eita. Não se faz, criatura.

E como assim? Dá para fazer sexo sem amor? Eita DE NOVO. Você tá atrasadinho, hoje. Ativa o cérebro, pessoa.


Sim, dá sim. E não precisa dar, para isso. E especialmente em uma época de desilusões amorosas ao extremo, dar uma folga de vez em quando para o tão machucado coração, deixando o cérebro trabalhar mais, pode ser legal. O cérebro domina mais o sexo que o amor, que é mais dominado por ele, o coração quase sempre dodói.

Ah, e voltando a estorinha do “dar”, às vezes se ama antes de se dar. Ai, Dóris, vulgar. Ôôôôô, criatura, vai a pqp e desce para o inferno ao lado da Dercy. Opa, mas acho que ela com certeza, está no céu. Porque perto de muito fazido que está lendo esse texto que vos fala, ela é um anjo. Paraaaaaaaa de se fazer, car.... CARAMBA.


Hello. Desocupe a mente com visões românticas de tudo na vida. Especialmente, o sexo.

Mas nem por isso, deixe de acreditar que dá para estar com a pessoa da sua vida, seu amor tudodebom e ao mesmo tempo ter o sexo mais fantástico da vida. E o que é melhor: ter fidelidade e ser fiel. Acredite que é possível amar muito e ter retribuição e viver um romance caliente ao estilo Kamasutra.

ISSO É BEM POSSÍVEL. Real. Não imaginário. Fofo. Ideal em nível não somente das ideias, mas verdadeiramente, de fato. Um fato que muda a vida de no mínimo, duas pessoas. Aliás, especialmente de duas pessoas (não pense coisinhas, cabeção. Estou falando dos parentes, amigos e todos em volta do casal).

Ah, e fica aqui a dica de uma boa cantada, valendo para aquela pessoa que já faz parte de sua vida:


Aceite as mudanças. Esse é nosso mundo. Caia da nuvem, se não caiu. E que bom que o mundo mudou. Mas se você não é assim, ok. Isso também é nosso tempo. Aceitar-se.

Aceite os seus e os limites dos outros. E trabalhe sua mente. Respeite. Combine. Converse. Seja verdadeiro.


E que sim. NU vens. E NA REAL, TUDO SE RESUME NISSO:



PS: Ô criatura, não vai achar que isso é uma ode ao sexo muito crazy. É apenas uma visão lógica. E não vai sair pelo mundo sendo liberal (em palavras diretas, transando com todos que pintar tesão) ao estilo “vivendo a vida adoidado”. A vida é sexo mas não é só ele.

Ocupe-se


Sempre disse: ser Profe é maravilhoso. Ainda mais com a responsabilidade que você tem ao estímulo à forma de pensar e agir de outros seres.

E ser um Profe com experiência de fazer acontecer, com erros e acertos na vida real além das portas da academia, vai estimular pessoas pela mesma vibe. Ou seja (perdoem-me os acadêmicos não práticos), quem sabe fazer, sabe ensinar melhor. A teoria precisa embasar a prática, mas a prática ajuda a produzir uma teoria que seria apenas, teoria.

E Profes, por favor: estimulem o empreendedorismo. Isso é tornar pessoas, independentes. Independentemente de onde elas trabalham.

Elas irão enxergar o mundo de forma mais prática. Criar um mundo coletivo e socialmente viável através do realizar.

Isso significa plantar sementes produtivas. E só então, coletivas. Do individual para o coletivo. Faça acontecer.

E agora, “Sessão Confessionário”: eu deixei de ser Jornalista pela faculdade de Jornalismo. Mais especificamente, por causa de alguns professores. Era uma tentativa infame e sem respeito de transformar a todos nós, em “politizados” de um determinado partido de esquerda, em crescimento na época. E na boa, sempre enxerguei isso como doutrina, visão cega ou míope da realidade. Além do mais, não preciso de ninguém me dizendo que SEM ESSE ALGUÉM, eu não sei pensar. Essa não. Eu sei pensar sim e gosto muito de argumentar, não decorar texto “pré-fabricado” ou idolatrar líderes carismáticos-populistas, moralistas ou com discursos aos berros. Uma verdadeira religião. Tipo seita, tá ligado? Nos idos de 1989, quando comecei a Faculdade, muita coisa era assim. Diretórios Acadêmicos que mais pareciam sede de partido político. E vejo hoje, infelizmente, alguns profes com a cabeça daquela época, puxa-puxa. Eka. Com todo respeito, mas EKA.

Eu sou um ser pensante, não preciso de partido político algum tentando disciplinar-me (leia-se: manipular-me). Já mencionei que o caso acima reporta atitude de um partido de esquerda. Disfarçados de “preocupados com o povo” tentaram criar uma espécie de ditadura mental, onde todos que pensavam diferentemente deles eram considerados de menor valia intelectual. Tipo “Elite Cultural”. Chato. Bitolante. E já naquela época, cafona. Até existiam sim, ideias legais, boas inclusive, com pessoas bacanas bem intencionadas. Louvava isso. Mas esse conceito de socialismo, já não colava na época. Muito utópico. Bonito, encantador para um mundo ideal, mas surreal na vida real. E nem venha com discurso pronto: eu nunca fui “Patricinha” e nem tampouco nasci rica. Hello.

Agora, outra história. Acompanhe.

E antes da época da Faculdade, creio que no último ano do primeiro grau (acho que na Oitava Série do Ginásio), determinado candidato a Prefeito da cidade que eu morava, fez uma tentativa de arrebanhar estudantes do “Ginásio” para realizar campanha para ele, sem dizer que era isso. Diziam que era um projeto de pesquisa que seria realizado com eleitores, mas veja só: recebemos cédulas pré prontas, com uma pergunta do tipo “Em quem você votará para Prefeito?”, e as respostas pré induzidas assim:

(   ) FULANO DE TAL (com o nome dele)
(   ) Outro a sua livre escolha. Cite:

Interessante, não é mesmo? Eu fui uma que levantou e disse: “Desculpem-me, mas não quero ficar. Não faço propaganda para nenhum candidato”. EKA parte 2.

Na época, eu tinha uns 14 anos, tipo isso. Até hoje, não confio naquele candidato que depois, veio a tornar-se prefeito da cidade que morei.

E o partido? Um de direita. Na época, o mais conservador, eu creio. Dos ricos e poderosos da cidade.

E então: um partido de direita e um de esquerda. Ambos tentando induzir, confundir, manipular. Seres humanos jogando com outros seres humanos, esses últimos, adolescentes. Os primeiros, nem tão humanos. Os segundos, manipulados, ou o que se pretendia deles. Nós, no caso.

E tudo isso, com a conivência de professores. Aqueles que deveriam nos estimular a pensar. Livremente. Por nossas próprias cabeças, de acordo com os estímulos recebidos por eles. Não subestimando nossas inteligências.

Mas não vamos falar somente de não alegrias. Pois valorizo e muito os profes dedicados, queridos e que foram linha-dura, em minha trajetória. Esses me ajudaram a pensar e tirar minhas próprias conclusões. E isso acontece com todo mundo.

E Profes, essa é a época.
De ouvir muito isso abaixo. E uma sugestão de resposta:


Eita pessoas chamadas de alunos!
Não confiem no seu poder de persuasão: estudem mais.

E pegando a onda das redes sociais e de alguns profes e pessoas adultas, que  i n c r i v e l m e n t e  estimulam as ocupações e dizem: “Não resista, ocupe!”...

... um amigo disse: “NÃO OCUPE, ESTUDE”. Simplesmente isso é o melhor que você pode fazer.


E eu ainda digo diferente (será melhor?): OCUPE-SE. E não seja um espantalho da vida.



PS: Cada vez mais me convenço que a direita e a esquerda radicais são opostos iguais em suas extremidades. Ou seja, são mais parecidos do que eles queiram perceber e assumir. Ilógicos, apaixonados e como dizer um sinônimo para... chatos? Haja paciência.

sábado, 26 de novembro de 2016

Nossa direita não é a direita deles



Vivemos uma época estranha. Eu sempre gostei de política, mas nunca participei ativamente de forma partidária. Nunca fiz (e não pretendo fazer) parte de um partido político. Mas nem por isso, deixo de ter minhas opiniões e posições políticas.

Mas nos últimos tempos, com todas essas discussões políticas via redes sociais, senti-me provocada. Não a entrar em um partido, mas em conversar mais a respeito. E para conversar, é preciso estudar, ler no mínimo, um pouco. Abrir a mente, não somente opinar de acordo com nossas convicções, mas discutir logicamente.

Sempre me caracterizei de centro, e antes de mais nada, uma nunca radical. Ser radical é fechar-se ao novo, ao meu ver. É totalmente bitolar-se. Com todo respeito a quem o seja. Mas é difícil conversar com um radical, especialmente se você não pensa exatamente como ele. É uma discussão interminável, sem fim, algo que dá vontade de você rasgar-se inteiro ou sair correndo desesperadamente, Tipo, você fica louco. Louca. E sou muito da boa para ser radical.

E a vitória do Trump aumentou essa natural necessidade de entender-se, do tipo “Qual é a minha, pessoa?”

E afinal, o que é de fato o Trump? Se eu sou democrata (o que equivale a esquerda deles), sou de esquerda aqui?

Pois a questão é mais ampla que parece. Antes de mais nada, ser de esquerda lá, não é necessariamente ser de esquerda aqui. Meu caso. Sou democrata lá, mas não de esquerda aqui.

Então encontrei um texto de JR Guzzo, que escreve para a Veja (quem é de esquerda radical, condena a Veja. Não faça isso em casa, criatura). Ele diz que Trump e Lula têm mais em comum que se possa imaginar. Direita e esquerda, como assim? Pois é isso que digo: TUDO A VER (Veja, 16/11/2016). Nossa direita não é a direita deles. E vice versa.

Vou transcrever o texto dele aqui:

Nada é tão parecido com o novo presidente americano quanto Lula e a esquerda brasileira
Por J.R. Guzzo

Ninguém sabe se haverá mesmo, dentro de alguns anos, um muro de concreto fechando de ponta a ponta a fronteira terrestre entre os Estados Unidos e o México. Também não se sabe se pessoas da religião muçulmana serão no futuro próximo proibidas de entrar em território americano. É igualmente desconhecido se os cidadãos estrangeiros, de modo geral, passarão a ser considerados indesejáveis nos Estados Unidos, se o consumo de produtos importados será visto como uma atitude hostil aos interesses nacionais ou se a imprensa americana será tratada como uma inimiga do governo e do bem-estar comum. Mas é exatamente isso, entre outras ideias com o mesmo princípio ativo, que a maioria dos cidadãos americanos deseja que aconteça em seu país. Eis aí o problema: Donald Trump, que fez toda a sua campanha eleitoral propondo tais coisas, foi eleito para a Presidência dos Estados Unidos, mas quem realmente está querendo que a vida seja assim são os 60 milhões de cidadãos que votaram nele e o colocaram na Casa Branca. Mais do que Donald Trump, na verdade, venceu uma visão de como deve ser a política no mundo de hoje – e essa visão é doente.

Trata-se, antes de mais nada, da visão do “nós contra eles”. Esse “nós” é o povo bom, honesto e trabalhador – e defendido pelo grande líder popular. “Eles” são todos os que pensam de um modo diferente, ou propõem outras soluções para os problemas. São chamados de “elite”. Nunca se dão nomes ou identidades à “elite”. Trata-se do inimigo, apenas isso. São “eles” os culpados por tudo o que existe de errado no país; são eles que não deixam consertar os erros. Só pode ter razão quem concorda e apóia o grande líder saído do povo; e só ele, por força dos seus dons exclusivos, é capaz de ter soluções para os problemas. Essas soluções são sempre as mais fáceis, não requerem nenhum tipo de trabalho ou esforço e, mais do que tudo, têm a grande atração de desobrigar as pessoas de pensar; basta acreditar que o líder tem a capacidade de resolver tudo. E, se alguém achar que suas soluções podem estar erradas – bom, esse alguém é da “elite”, justamente, está do lado “deles”, e como tal não tem o direito de participar da vida pública.

A visão política que venceu junto com Trump também acredita no “
Estado forte”, e na sua intervenção bruta para resolver tudo o que é difícil. Esqueçam a gritaria de campanha contra o tamanho “do governo de Washington”, ou a intromissão do “Estado” na vida do cidadão. Na vida real, as propostas feitas pelo vencedor estão sempre chamando a autoridade pública para resolver as coisas. Há problemas com a travessia ilegal da fronteira mexicana? O governo tem de construir uma muralha na fronteira. Há problemas com o terrorismo originado em países muçulmanos? O governo tem de proibir a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos. Americanos estão perdendo empregos por causa da importação de produtos estrangeiros? O governo tem de bloquear as importações – e por aí se vai. Outro artigo de fé na ideologia de Trump é a hostilidade à imigração e aos imigrantes – vistos como uma ameaça ao emprego dos cidadãos americanos e aos valores maiores da sociedade. É gente que aceita trabalhar por um salário mais baixo; não se pode admitir que venham disputar empregos com o cidadão nacional.

O fechamento do mercado de trabalho é, na verdade, apenas um dos elementos de todo um pensamento protecionista, que não gosta do livre-comércio, da concorrência nem da liberdade econômica em geral. Trump prega a revisão de tratados e de práticas comerciais que abrem o mercado americano para produtos estrangeiros. Quer cortar importações. Quer proteger as empresas americanas criando dificuldades para as empresas de fora competirem com elas. Quer criar, manter ou desenvolver o “fornecedor nacional”. Na cabeça de Trump e de seu eleitorado, o mundo exterior não é visto como um possível fornecedor de novas tecnologias nem de produtos melhores, mais eficazes ou mais baratos – é visto como uma ameaça. O estrangeiro, segundo essa maneira de encarar o mundo, está sempre se organizando para prejudicar os interesses americanos. Trump não gosta da independência do Banco Central, que considera manipulado pelos grandes interesses financeiros. Não gosta de cultura – é coisa da “elite”. Não gosta de liberdade.

Donald Trump é apontado hoje como o maior perigo que a “direita” coloca para o mundo. Muito interessante, porque nada é tão parecido com o novo presidente americano quanto Lula e a esquerda brasileira. Trump e Lula – tudo a ver. (JR GUZZO)

E saliento mais, extraído do site listado em seguida: Nos Estados Unidos, ser liberal equivale a ser de esquerda. A direita seria conservadora. O Partido Democrata é liberal. O Republicano, conservador, apesar da ala libertária. É diferente do Brasil, onde liberal é associado à direta e tem uma conotação distinta, similar à européia, de Estado Mínimo (http://rodrigoconstantino.com/artigos/a-direita-brasileira-e-a-esquerda-americana-o-caso-do-comercio-externo/).

Veja ainda:

No Assistencialismo Estatal, o governo provê Bens e Serviços da seguinte forma:

Socialismo: Energia - Vestuário - Moradia – Alimentação e todo resto abaixo

Social-Democrata: Saúde Universal e todo resto abaixo

Democrata/Moderado: Seguro Desemprego - Aposentadoria pública - Saúde Pública Limitada (para pobres e idosos) - Assistência à Moradia, Alimentação e Energia para Pobres – Educação Pública e todo resto abaixo

Republicano/Conservador: Proteção contra Calamidade - Rodovias/Estradas e todo resto abaixo

Estado mínimo: Polícia/Segurança/Exército/Tribunal/Adjudicação/Arbitragem

Libertarismo: Mercado provê todos os bens e serviços baseados na produção privada e troca voluntária

Sugestão de leitura:


Imagens ilustrativas:

A vitória do atraso (Veja 2504)

JR Guzzo

Diagrama de Nolan 1

Diagrama de Nolan 2
Modelo de Oposição (americano)


Partidos e Posições Políticas

EBAAAA! Bom te ver!


Penso, logo, existo. E... se você está aqui, quer saber como eu penso. Se quer saber como eu penso, no mínimo, é curioso.


Curiosos ALOHA fazem bem para o mundo. Então, é nós no mundo, porque não viemos aqui a passeio!


Busco uma visão de longo alcance, sem aceitar verdades absolutas, preservando valores ALOHA, que são o ideal para um mundo mais honesto e verdadeiro.

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