O que você encontra aqui?

Coisas do mundo e conceitos da autora, que tem uma visão contemporânea do comportamento humano.

sábado, 31 de outubro de 2009

Black or White e Halloween



Eu amo o preto. E não sei por que, não sei mesmo, por que tem tanto preconceito com a cor preta. Mas não estou falando somente de raças (embora ainda exista muito preconceito): estou falando de moda, mesmo. Como uso muito o preto, sempre ouvi coisas esdrúxulas sobre essa cor. E ela é tão lindinha, elegante mesmo!

Ele está associado a coisas misteriosas, escondidinhas, mas façamos justiça com o preto: ele é lindo! E sinceramente, torna tudo mais elegante. E se você misturar com detalhes em vermelho, ou rosa ou QUALQUER OUTRA COR, que SHOW! Por isso, não seja injusto com o preto: ele é lindinho!

Veja, em “Todas as cores do preto”: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a1832197.xml&template=3898.dwt&edition=9691&section=100

Além disso, veja seu significado, extraído da internet: A cor preta ou negra é a mais escura do espectro de cores. É definida como "a ausência de luz", ou como "a mistura de todas as cores". É a cor que absorve todos os raios luminosos, não refletindo nenhum e por isso aparecendo como desprovida de clareza.

Ainda: A cor preta é a cor associada ao poder. Induz a sensação de elegância e sobriedade. O preto é ao mesmo tempo cor de proteção e mistério. Está relacionado com o silêncio, o infinito e a força passiva feminina e misteriosa.

Palavras chaves da cor preta: austeridade, vida interior, constrangimento, previsão, ordem, solidão, isolamento.

E tem mais: Na maioria das sociedades ocidentais, o preto quase sempre é a cor da morte, do luto e da penitência. Essa é a cor usada pelos homens de negócios, policiais e padres para refletir poder e autoridade. O preto é percebido como escuro e misterioso e também pode significar sexo. Contudo, essa cor também é usada pelas pessoas que preferem parecer tradicionais e responsáveis. O preto transmite a sensação de renúncia, entrega, abandono e introspecção. Sua condição de total ausência de cores a relaciona simbologicamente com a idéia do nada, do vazio. Por isso expressa a concepção abstrata do zero, da negação, do espaço infinito, do não ser, do não (o branco dá a idéia do sim). Preto e branco são tons extremos que estão ligados ao simbolismo cabalístico do alfa e do ômega, do principio e do fim.

Eu amo você, o preto. O negro, cor de elegância. E sinceramente, acho que vou comprar mais preto. Preto associado com outras cores é sinônimo de determinação, elegância e segurança. Preto é preto. Preto é A cor.

E em homenagem ao HALLOWEEN (é hoje!!!), que também está associado ao preto, deixo esses sites para vocês:

E da internet: O Halloween é uma festa comemorativa celebrada todo ano no dia 31 de outubro, véspera do dia de Todos os Santos. Ela é realizada em grande parte dos países ocidentais, porém é mais representativa nos Estados Unidos.

E pensar que o Michael não queria ser negro... o ser humano não tem limites, mesmo: http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL1216320-9798,00-QUINCY+JONES+MICHAEL+JACKSON+NAO+QUERIA+SER+NEGRO.html

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Com o passar dos anos, sofremos menos?



Sabe, tenho um amigo de 20 e poucos, de Sampa. Ele fez uma das perguntas mais inteligentes dos últimos tempos: “Você ainda sofre por amor, depois de certa idade?” Ora, alguns poderiam achar engraçadinho, mas sinceramente, essa pergunta me fez pensar, e muito.

O que eu respondi? O seguinte: “Sim, a gente sofre do mesmo jeito, e muito. A única diferença, é que se RECUPERA com maior rapidez.”

Eureka! É isso!

Sofrer depois de uma fase da vida, seja pela perda de alguém, de um job ou de um sonho, tudo isso nos faz sofrer, sim. Ah se pudéssemos ficar imunes ao sofrimento, depois de uns 20, 30, 40 anos vividos... mas não, quando a gente menos espera, chega ele, o tiozinho Dodói. Dodói de amor ou de qualquer outra coisa... Dodói é dodói, e sempre...DÓI.

Mas a gente “tira mais de letra”, sabe? Raciocina mais, supera mais. Só tem uma coisa: não venha dizer que dor de amor, se cura com outro amor. Dor tem que ser vivida, e como disse uma amiga, é preciso refletir no luto. Luto de amor, luto de dor, luto de renovação. Fênix. Pensar no que aconteceu, prá não repetir.

E viva a fênix. Veja seu símbolo e significado, da internet:

A fênix é um pássaro da mitologia grega e egípcia que quando morria entrava em auto-combustão e passado algum tempo renascia das próprias cinzas. Outra característica da fênix é sua força que a faz transportar em vôo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes. Pode se transformar em uma ave de fogo.

Teria penas brilhantes, douradas e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores gregos, a fênix vivia exatamente quinhentos anos. Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97.200 anos. No final de cada ciclo de vida, a fênix queimava-se numa pira funerária. A vida longa da fênix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.

Fernando Pessoa, falou: "O valor das coisas não está no tempo que elas duram...
...mas na intensidade com que acontecem."
E esse texto, do Carlos Drummond de Andrade, "Definitivo":

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...
Sabe, veja uma conclusão, a se pensar: mais triste que perder quem a gente ama, é essa pessoa perder nosso amor. Esse é de Dóris.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Consumidores são loucos: QUE MOMENTO!



O maior momento de definição de uma marca, passa pelas mãos dos consumidores. E infelizmente, nem sempre conseguimos controlar isso. Ui, que meleca!

Consumidores são seres estranhos. E o pior, que cada um de nós, é consumidor. Logo, somos todos estranhos? Talvez, mas eu deduzo que alguns são mais que outros.

ESTRANHOS, ESDRÚXULOS E SURREAIS. GENTE ESQUISITA. OU Isquisita?

Como profi de Marketing, já detectei alguns comportamentos de consumidores que se comunicam com uma marca, quando reclamam algo relacionado a ela (atendimento, produto, experiência tangível com a marca). Então, ouso classificá-los da seguinte forma:

1) Carentes: são aqueles que ficam tristes se não são atendidos logo, e que querem atenção única, exclusiva e imediata
2) Obsessivos: não tem noção de tempo, espaço e direito, querem o tempo todo, todo atendimento em todo o lugar
3) Idiotas: são arrogantes e mandões. Acham que quem lhes atende, são pessoas que vieram ao mundo para servi-los, tipo escravos
4) Contadores de estórias: contam toda sua vida e toda forma de uso com relação ao produto/serviço. Haja paciência em atendê-los...
5) Tenho o dia inteiro livre: aqueles que pedem 13 vezes cada uma das 20 explicações sobre determinado produto
6) Realistas: são os consumidores mais raros, inteligentes, sabem o que querem, mas não tem muita paciência. São os mais desejados, porque uma vez conquistados, são QUASE fiéis

No meu texto anterior a esse, escrevi sobre a importância da atenção à marca, onde ela precisa ser verdadeira e coerente de acordo com seu discurso e suas ações. Mas vamos combinar: tem consumidores que não se consegue entender. São completamente ilógicos, difíceis, irracionais. Melhor não vender prá eles... indicar o concorrente ou indicar um bom analista. Como assim?

Quer saber? Consumidores parecem (ás vezes) crianças bobinhas, puxando a corda prá seu lado... mas pior, é que são fortes, e muito! Como “ganhar” deles? Quem sabe, podemos montar um consultório psicológico, como analistas de “gente que consome e não é feliz”. Que tal? Esdrúxulo?

E prá não fugir de uma análise criteriosa sobre o assunto, veja o que separei da Revista Exame de 25/10/2006, de uma entrevista com o empresário Danny Meyer do Union Square Group, um império gastronômico dos EUA:

O cliente em segundo lugar
- “O CLIENTE VEM SEMPRE EM PRIMEIRO LUGAR”: é um mito. Minha experiência ensina que, em primeiro lugar, deve vir a equipe do negócio. Não há como agradar aos consumidores sem contar com funcionários comprometidos com a qualidade e felizes com o trabalho.
- OUTROS MITOS SOBRE O CLIENTE: “O cliente tem sempre razão”. Ouvir o cliente é importante, mas não implica aceitar tudo o que vem dele. Você ganha o respeito das pessoas também mostrando que elas podem estar erradas.
- O MELHOR MODO DE TORNAR FIEL UM CLIENTE: Criar uma cultura de equipe, com gente empenhada em proporcionar uma experiência e hospitalidade agradável ao cliente.
- SEJA GENEROSO COM O CLIENTE: Pense em oferecer a ele o melhor em ambiente, atendimento e o seu produto. Assim ele voltará.

E já que estamos falando de consumidores, veja que produto super inédito: http://www.yikebike.com/site/home

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Sem Verdade = NO WAY



O que está por trás de você, Tia Marca?

Vamos fazer de conta que essa é uma carta de um consumidor, diretamente para uma empresa:

“Senhora Dona Marca (marca de qualquer produto, serviço ou situação)!

Estou lhe escrevendo porque quero saber o que está “por trás” de você. E na verdade, pela frente. Dos lados, acima, abaixo.

Sabe, a muitos anos venho consumindo, consumindo e consumindo. Algumas coisas mais, outras menos. E estou sendo fiel (na maior parte do tempo), mas ando cansado de você. Cansado de não saber de fato, quem é você. O que se esconde na alma dessa marca? Quem de fato, faz essa marca?”

Na verdade, cada vez mais pessoas querem saber a essência das marcas, seus atributos, sua origem, suas verdades. E esperam que as atitudes não tenham divergência com as palavras bonitinhas, normalmente pronunciadas em sua comunicação.

Sabe o caso Unilever? Divulgar a marca corporativa junto aos produtos, mostrando a alma desses produtos, foi um ato inovador dessa marca, e que muitos bons frutos está trazendo a ela, INCLUSIVE, em termos de faturamento. Ou seja, divulgar a marca gera negócios, vendas. Por meio da marca corporativa, pode-se divulgar os valores e compromissos sociais daquela marca. E de qualquer outra marca. E daí, as pessoas se identificam com essa marca. E compram tudo que vem através dela.

Olha o que achei na internet:

As empresas expressam a sua individualidade através da sua identidade e com esse propósito criam expressões visuais e verbais. À medida que os produtos e serviços se tornam indiferenciados, que as novas tecnologias criam padrões de qualidade idênticos, que a competição aumenta e oferece inúmeras possibilidades de escolha, a diferenciação torna-se um imperativo para as empresas. Só uma marca forte consegue ser recordada num mercado saturado de produtos e serviços.

E veja o que encontrei na Internet, sobre o case Unilever:
Mais: http://www.amanha.com.br/NoticiaDetalhe.aspx?NoticiaID=a01571f6-d995-4268-8046-a3ae86ed7684

Sem verdade = No Way. Não existe construção de marca sem a verdade sobre essa marca.

domingo, 25 de outubro de 2009

Mentes Perigosas ou Mentes Flácidas?



Parece que tem uma moda nova: bipolaridade. Da ansiedade passando ao stress, depois para a depressão, seguida da síndrome do pânico, agora é essa a nova moda. Ou estou desatualizada?

Acho que está faltando mais filosofia e esportes. Se as pessoas pensassem mais e praticassem um esporte que exercita a adrenalina, as coisas seriam mais simples, o mundo melhor, tudo de bom.

Pensar nelas mesmas, em seus limites e capacidades, auto-conhecimento. E pensar no que elas podem fazer em prol dos outros, os mais próximos e os não tão próximos.

Encontrei algumas definições na internet, para facilitar a vida de quem está lendo meu blog. Acompanhe.

1) Ansiedade:
“Ansiedade, angústia, medo, insegurança, timidez são todos parentes próximos, diríamos que frutos de uma mesma árvore. Embora a ansiedade contenha atributos orgânicos (é uma conseqüência normal do funcionamento do corpo), ela é uma decorrência do funcionamento mental. Ela se traduz por uma pressa, uma ânsia para o movimento, uma inquietação interior, uma aflição do corpo, para que aquilo que estiver acontecendo acabe logo.Também pode aparecer como um desejo exagerado para que algo aconteça, como se esse algo fosse muito bom, gostoso e agradável. A mente de uma forma mentirosa promete que quando acabarmos aquilo que nos gera ansiedade, tudo ficará tranqüilo, ficaremos sossegados, viveremos a glória ou não correremos mais perigo. A realidade é diferente, pois a ansiedade vicia e, quanto mais pressa temos, mais falta sentimos dela. A mente se habitua à pressa e passa a precisar dela. E nós ficamos aprisionados a ela, sempre ansiosos querendo acabar, chegar lá e percebendo, impacientes e impotentes, que sempre há mais para se fazer.”

2) Stress:
“O stress é uma doença de adaptação ao meio, em que o indivíduo, em função das estimulações, excitações e agressões externas, acaba produzindo uma escalada progressiva na defesa de seu organismo. No início é só um aumento do alerta geral, estimulando o sistema vegetativo e o cérebro para se defenderem. O stress pode ser até benéfico no desempenho, pois estimula a atenção nas tarefas e a prontidão nas contrações musculares.”

3) Depressão:
“Depressão é uma doença marcada por mudanças extremas no comportamento, energia e ânimo de uma pessoa. Não é uma doença "de cabeça". Ela afeta tanto a mente quanto o corpo. É bem diferente de estar triste ou "deprê". Sentimentos ocasionais de tristeza são normais e podem ter inúmeras causas. Na depressão, sentimentos de tristeza são fora de proporção e nem sempre se relacionam a causas externas. Pessoas que não sofrem de depressão lidam com seus problemas (internos e externos) sem ficarem incapacitadas. O mesmo não acontece com depressivos. A doença interfere na habilidade pessoal de trabalhar, dormir, se relacionar, comer, de gostar de atividades antes consideradas prazerosas.”

4) Síndrome do pânico:
“O ar parece faltar, o coração fica acelerado, o suor empapa a roupa. Esses são apenas alguns sintomas de uma crise de síndrome do pânico, também caracterizada por boca seca, tremores, tonturas e um mal-estar geral, acompanhados pela sensação de que algo terrível irá acontecer. A pessoa sente que pode morrer ou enlouquecer nos minutos seguintes. Esse transtorno é causado pela chamada ansiedade patológica.”

5) Bipolaridade:
“A bipolaridade é um transtorno mental que faz com que uma pessoa mude de humor de forma extrema contra sua vontade. Não confundir com mau-humor (isto qualquer um pode ter). A bipolaridade é de fato uma doença crônica que afeta cerca de 1,5 % da população mundial. A doença também é conhecida como Transtorno Afetivo Bipolar – TAB, Transtorno Bipolar do Humor – TBH e antigamente era denominada de Psicose Maníaco Depressiva – PMD.”

Essa é uma época em que estamos aos poucos, enlouquecendo coletivamente? Sei não.... acho que isso tudo acaba sendo gerado pela extrema futilidade e pelo descarte de sentimentos, de pessoas, de relações. Seria esse o preço da extrema individualidade, do egoísmo em excesso, dos valores não valorosos? Da falta de empatia, da falta da simplicidade, da falta do NO STRESS? De vivermos em um mundo construido por cada um de nós, mais ALOHA NAMASTÊ? People, eu sou idealista, e não deixarei nunca de acreditar em um mundo e em pessoas mais ALOHAS. Esse é o melhor tratamento para as doenças ditas psicológicas: mais coletividade, menos individualidade sempre e forever. Mais sinceridade, mais verdade. Menos fazeção.

E não atribua seus erros, a fatalidade. Ou ao diabinho ou anjinho que fica assoprando no seu ouvido. Sua consciência pode até estar adormecida, mas Lao-Tsé já dizia:

“A alma não tem segredo que o comportamento não revele.”

Então: a mente está perigosa ou flácida, onde as pessoas estão sem pensar ou fogem das análises existenciais? Falta mais isso: auto-conhecimento. Conhecer seus próprios limites. Para respeitar o dos outros.

Diga NÃO aos SUBSTITUTOS



Assisti ao filme “Substitutos”, daqueles filmes que abordam um dos temas que mais gosto: futuro e ficção científica. Explorando como será o futuro, a vida no futuro. E para se prever o futuro, é preciso ser ultramegahipersuper contemporâneo, e amo contemporaneidade. Tendências, comportamento. Isso você já notou, né?

Veja o resuminho do filme:

Num futuro não muito distante (2054), os seres humanos adotaram completamente os Surrogates, robôs controlados a distância pela mente, que podem ter a aparência que você quiser. Você vê, sente e comanda tudo o que o Surrogate faz.

Esses andróides substitutos fazem tudo sem que os humanos tenham de sair de casa. As pessoas não saem mais de casa para trabalhar, passear, fazer compras e até fazer sexo, tudo isso se faz usando seu “substituto” que é um robô (geralmente) parecido com seu dono no aspecto físico (você descobrirá que isso não é regra logo no início do filme). Não existem gordos, feios ou carecas, todos são lindos, sarados e loiros. Loiros e loiras, tendo gêmeos perfeitos (rssssss). Eka. Que chato.

Para o substituto funcionar, é preciso que você (chamado de “o operador”) fique deitado numa cadeira que lhe conecta a uma rede de substitutos e lhe liga ao seu robô.

Gostou? Tomou? Engoliu?

E agora, alguns comentários na internet:

“A vida valeria a pena de ser vivida quando são as máquinas que assumem os papéis humanos? Qualquer semelhança com "1984", de George Orwell e tantos outros filmes onde as grandes corporações ditam as regras que dominam o comportamento social não é casual. A diferença é que em "Substitutos” as questões éticas são deixadas em segundo plano.”

“O chefe da grande corporação robótica, Canter, afirma no final do filme que os viciados devem morrer junto com seus vícios. Em outras palavras, para melhorar a nossa sociedade, todos os robôs e os humanos a eles conectados deveriam morrer."

“De alguma maneira, bem distante, você pode até fazer um comparativo desse filme com a história de Matrix: pessoas que querem se enganar, vivendo em um mundo que não existe. A diferença é que os humanos de Surrogates têm plena consciência disso.”

“A premissa de usarmos outro corpo controlado por nossa mente é sempre interessante no cinema, afinal, é muito louco ver as conseqüências disso no mundo e vislumbrarmos o que pode virar nossa sociedade."

“Na primeira frase do filme não há como não fazer um paralelo com o filme “Matrix”, ou se lembra do filme “Eu, Robô”; e no meio do filme você tem a impressão de estar assistindo uma continuação do filme “Minority Report”. Sem esquecer de “Blade Runner”, “Exterminador do Futuro”, “A Ilha.””

“Imaginem isso na vida real, a quantidade de obesos mórbidos!”

Na verdade, “Substitutos” ou “Surrogates” nos faz pensar em diversas coisas:

1) Estamos fúteis demais, a ponto de preferirmos outros corpos em detrimento de nossa essência?
2) A depressão e as doenças psicológicas socialmente aceitáveis tomaram conta de nós?
3) Quanto os vícios e o prazer têm mais importância em nossas vidas, em detrimento de sentimentos reais, o amor, o toque, o cheiro, a dedicação a um propósito, a verdade?
4) Onde foram parar nossa ética, nossos valores essenciais?
5) A que nível pode chegar uma pessoa, quando dominada pela depressão e pelo apatismo social e de valores?

Os SUBSTITUTOS foram criados essencialmente para que os humanos não se ferissem emocionalmente ou fisicamente. A lição poderia ser algo do tipo: precisamos viver uma vida real, porque a fantasia só camufla os problemas e nos leva a um mundo irreal e em tal estado de confusão mental que afeta de forma nada saudável nossas vidas.

Robôs sim, mas para nos servir. Não substituir. Creio que essa é a essência da questão. Evolução tecnológica acompanhada da emocional. Menos máquinas em gente, e mais gente em máquinas. Isso sim é evolução.

Mas ei, saindo do sério, se eu pudesse fazer um pedido prá ter um substituto um dia somente, iria praticar o Le Parkour. Veja um pouco: http://www.leparkourbrasil.blogger.com.br/

E mais: http://video.google.com/videosearch?hl=pt-BR&q=le+parkour&um=1&ie=UTF-8&ei=jUxZStK-F5aMtgeDr4TdCg&sa=X&oi=video_result_group&ct=title&resnum=8

sábado, 24 de outubro de 2009

A flor é um engodo e cheiro de tatu morto



Um amigo meu me falou essa frase (oriunda de um professor dele, em seu Mestrado): “A flor é um engodo”. O que será que isso quer dizer?

Bem, minha interpretação é tipo isso, prá gente pensar um pouquinho: A flor é um engodo pois ela esconde o que de mais precioso a planta tem: os espinhos. Precioso? Sim, pois são os espinhos que constroem uma vida. Reforçam o caráter, o espírito. Claro que acompanhados de uma bela flor, mas que esconde o que existe por trás dela.

A vida é assim.

Ela apresenta situações que são verdadeiras flores que escondem espinhos, mesmo sem querer. Espinhos temporários e até mesmo, imaginários. Criados pelos traumas anteriores aquela situação.

E porque as pessoas não são persistentes? Quando enxergam espinhos nas relações, simplesmente boicotam essas relações, impressionando-se só com os espinhos. Pessoas podem ter vários espinhos, mas se você tocar com cuidado, poderá administrá-los...e até mesmo tirá-los. Daí, só restará a flor.

“O futuro a Deus pertence”. E a cada um de nós. E será o que construirmos hoje. Desculpa, mas “O futuro a Deus pertence”, não é das minhas frases prediletas e nem a mais inteligente, pois denota passividade. Prefiro “O tempo é o senhor da razão”. É mais proativo.

Adoro expressões que fazem pensar. “De rachar a placenta” ou “Não vim ao mundo a passeio”, por exemplo. E criei mais essa: “Estou com cheiro de tatu morto ou cara de penico?”. Isso você pode usar quando uma pessoa some inexplicavelmente sem deixar você entender direito o que aconteceu. Ah, e detalhe: tenta reaparecer de vez em quando, prá marcar presença, tá ligado? Querendo colocar você na categoria de estepe... Daí, de vez em quando, dá uma calibradinha no posto, porque se o estepe não é calibrado, quando você precisa, pum: não consegue usar.

Hello! “Se liga bico de luz”: eu e nem ninguém servimos de estepe. Ou ambulância emocional. Somos people, seres pensantes e com expectativas. Não tente transformar pessoas em coisas, como estepes ou ambulâncias, por exemplo. Como já falei antes: egoísmo é coisa séria. Falta de senso coletivo, empatia, essas coisas que seres coletivos precisam ter. Coisa séria. Pá e tal.

E essa, é prá rir um bocadinho, uma piadinha enviada por um amigo querido e inteligente:

CRISE MASCULINA

Quando eu completei 25 anos de casado, introspectivo, olhei para minha esposa e disse:

- Querida, 25 anos atrás nós tínhamos um fusquinha, um apartamento caindo aos pedaços, dormíamos em um sofá-cama e víamos televisão em um aparelho preto e branco de 14 polegadas. Mas todas as noites, eu dormia com uma mulher maravilhosa de 25 anos.

E continuei:

- Agora nós temos uma mansão, duas Mercedes, uma cama super King Size e uma TV de plasma de 50 polegadas, mas eu estou dormindo com uma senhora de 50 anos. Parece-me que você é a única que não está evoluindo.

Minha esposa, que é uma mulher muito sensata, disse-me então, sem sequer levantar os olhos do que estava fazendo:

- Sem problemas. Saia de casa e ache uma mulher de 25 anos de idade que queira ficar com você. Se isso acontecer, com o maior prazer eu farei com que você novamente consiga viver em um apartamento caindo aos pedaços, durma em um sofá-cama e não dirija nada mais do que um fusquinha.

Sabe que fiquei curado da minha crise de meia-idade? Essas mulheres mais maduras são realmente demais! E PRÁ COMPLETAR...

- Querida, me responda, onde está aquela mulher maravilhosa, com seios lindos, a bunda empinada e muito gostosa, com quem me casei?
A mulher responde, sem levantar os olhos do que estava fazendo:

- Querido! Você a comeu... Olhe bem o tamanho de sua barriga!
Amei. Thanks for the good idea, Edy and Raulzito.

domingo, 18 de outubro de 2009

Parcereiando



Sabe de uma coisa? Eu não sou perfeita. Que grande novidade, né mesmo? Você não sabia? Ops! Quebrei o cristal, desculpa aí, tá bem?

Pois é, se eu não falasse, você não saberia. Ou sim? Opa, agora que você percebeu que eu não sou perfeita (e sim um ser de carne e osso, que além de ser bacana, também tem as suas expectativas, e que merece um pouco de zelo), agorinha, vai desistir de tudo, né? Mas claro: prá isso não acontecer, tem que ter parceria. Carinho, amizade, e se possível (e EBA!), amor maduro.

O textinho acima poderia ser dito por qualquer pessoa generosa, que de repente, demonstra que também quer generosidade. Parceria.

Amor maduro é aquele que mantêm as individualidades, mas sem perder a parceria, percebendo que amor precisa de dádivas, de zelo, de doações. E até de cobranças, ás vezes. Mesmo na construção. O problema é que as pessoas dizem que querem amar, mas não “se puxam”, right? Não se dispõem a de fato, parcereiar. Parcereiar é o ato de construir a parceria. Palavra saída do meu forno intelectual agorinha mesmo.

Tenho percebido tristemente (e como aqui escrevo sobre coisas que penso, observo, sinto ou vivo, essa é uma mera opinião de euzinha, viu?), que as pessoas cada vez mais não sabem o que querem. Ou ainda pior: só querem o beneficio próprio. Ok, eu já cai da nuvem faz tempo, sei que o mundo não é perfeito, etecétera e tal. Mas p.m., isso é um saco, sabia? Por que será que as pessoas se tornaram tão egoístas? Tão egocêntricas, tão vaidosas, tão oportunistas? Ai, que saquinho. Em tudo é assim: vida profi, pessoal, tá todo mundo querendo o melhor só prá si e o resto que se exploda.

Tá bom, ás vezes a gente escreve porque tá indignada (tão indignada que escrevi “tá”, ao invés de está?), mas pára prá pensar: você não conhece, de cada 10 pessoas, ao menos 8 assim? É....mas de coração, não desistirei nunca de acreditar num mundo melhor, com pessoas mais verdadeiras. Verdadeiras com elas mesmas, não tão oportunistas.

Verdade e egoísmo andam juntos? Acho que não. Você não pode ser verdadeiro se for egoísta. Existe doação na verdade, e existe verdade na doação. Verdade com uma proposta lançada, que gerou expectativa. Uma proposta de vida. Não se brinca com isso.

Quando eu casei, com 18 anos, meu ex querido marido falou assim: depois dos 18 anos, ingenuidade é burrice. Ingenuidade de não saber o que se quer? Cai fora! Todos sabem o que querem, mesmo que estejam confusos. A questão é que não praticam, não agem parceiramente. E nessa história de não praticar, machucam vidas, pessoas, trabalhos, projetos.

Sabe, voltando ao quesito egoísmo, tem uma coisa que acredito muito: parceria. Mas parceria de verdade. Parceria não é prisão, se liga aí. Parceria é fazer coisas em prol dos outros, porque os outros fazem coisas em prol de você. Parceria é acordar de manhã, é fazer um café na cama, é até mesmo tirar cravo das costas. Parceira é ser amigo, até e especialmente naquelas horas que ninguém lhe vê. Só aquela pessoa. E parceira representa retribuição.

Parceria faz crescer. Parceria constrói. Só companhia destrói. Destrói o que temos de mais sublime dentro de nós: o carinho, o zelo que sentimos. Companheiros podemos ser de uma noite. Parceiros, de uma vida. E nem por sermos parceiros, nos colocamos numa gaiola. Ou nos colocam lá.

Aliás, só nos colocam em gaiolas, se deixarmos. E ás vezes, a gente até quer uma gaiola, mas de alma. Saco.

Medos? Desculpem-me os psicólogos e afins, mas os medos só são importantes em duas situações:
- Para diminuir a adrenalina e “avisar” que tem risco a caminho
- Para bloquear sentimentos

Mas acima de tudo, eles congelam. Congelam pessoas, congelam projetos, congelam amores. Congelam vidas. F.o.d.a., meu. Ops, isso não, porque isso é muito bom.

Fui numa palestra, num dia desses, e vi um amigo na minha faixa etária (quarentinha, povo!), dizendo que a nossa geração foi a geração do egoísmo: do quero tudo agora, só prá mim, aproveitando a vida adoidado. HELOOOOOOOO! Aproveitar a vida sem construção? Sem parceria? Putz, sei não...

Menos egoísmo, galera.

Cara, ás vezes as pessoas nem mesmo valorizam que você estava sujeito a adaptações, tudo em prol de construir um amor. E vão lá: destroem algo que podia ser tão possível e bonito, né? Auto-destruição? Ou seria medo e senso de proteção daquilo que dizem: “Toda relação um dia acaba, então, não se entregue totalmente”??? Pura idiotice. Medos intrínsecos, mal tratados e paralisantes. Destruidores de novos lares.

E olha, acredito que a geração que está (tô melhorando, ufa!) amadurecendo, os na faixa de 10/15 anos, serão aqueles que darão um tapa de luva de pelica em nós, reles egoístas companheiros. Porque essa nova geração, repleta de seres realmente pensantes, lógicos, maduros e seguros, capazes de amar sem ter vergonha de amar, guerreirinhos e guerreirinhas poderosos, farão um mundo melhor que a minha geração egoísta-oportunista não fez: um mundo mais gente. Eu confio e espero (Conde de Monte Cristo).

Podia escrever horas e textos intermináveis sobre isso. Mas agora, tô precisando sair. Desculpe meu egoísmo, mas se você quiser ler mais a respeito, com opiniões de outros fofos e fofas (dessa vez, profis do assunto egoísmo-parceria), veja:

http://www.gruposummus.com.br/ver_imprensa.php?imprensa_id=128&editora=MG%20EDITORES

Divirta-se vivendo. Em construção. E parceria. Ás vezes mais generoso, ás vezes menos egoísta. E trocando de lugar. Empatia. Pode ser a chave para qualquer tipo de relação. A imagem de cima? Ego e Egoísmo, além de começarem com "E", SÃO PRIMOS-IRMÃOS.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Neuromarketing na cabeça. Literalmente.


O marketing que alia ações de comunicação e ciência

Esse texto é para ser um texto de pesquisa. Veja então, o que encontrei na Internet:

Neuromarketing é um campo novo do marketing que estuda a essência do comportamento do consumidor. É a união do marketing com a ciência e considerado uma chave para o entendimento da lógica de consumo, que visa entender os desejos, impulsos e motivações das pessoas. Pesquisadores utilizam tecnologias de Imagem por Ressonância Magnética funcional (IRMf) para medir a quantidade de sangue oxigenado no cérebro visando identificar com precisão as variações das suas atividades. Portanto quanto mais uma determinada região do cérebro estiver trabalhando, maior será o consumo de combustível (principalmente oxigênio e glicose) e fluxo de sangue oxigenado para aquela região.

O IRMf é uma versão avançada do eletroencefalograma chamada TEE, abreviatura de Topografia de Estado Estável, que rastreia ondas cerebrais rápidas em tempo real.

O termo “Neuromarketing” ficou cunhado por Ale Smidts, um professor de Marketing na Erasmus University em Roterdã, Holanda. Porém foi Gerald Zaltman, médico e pesquisador da universidade norte-americana de Harvard, que teve a idéia de usar aparelhos de ressonância magnética para fins de Marketing, e não estudos médicos. Posteriormente com a divulgação de uma pesquisa científica no jornal acadêmico Neuron, da Baylor College of Medicine, em Houston, Texas, um estudo que consistia na experimentação dos refrigerantes Pepsi e Coca-Cola, ganhou repercussão. Os experimentadores envolvidos não sabiam qual era a marca da bebida que tomaram, e comprovou-se que as declarações verbais de preferência, identificação e respostas cerebrais não eram compatíveis.

Quando perguntados qual dos dois refrigerantes era melhor, metade respondeu Pepsi. Nesse caso, a ressonância detectou um estímulo na área do cérebro relacionada a recompensas. Já quando elas tinham conhecimento sobre a marca, esse número caiu para 25%, e áreas relativas ao poder cognitivo e à memória agora estavam sendo usadas. Isso indica que os consumidores estavam pensando na marca, em suas lembranças e impressões sobre ela. O resultado leva a crer que a preferência estava relacionada com a identificação da marca e não com o sabor.

Dentre várias hipóteses, hoje os analistas de marketing esperam usar o neuromarketing para melhorar as métricas de preferência do consumidor, pois como vemos a simples resposta verbal dada à pergunta: "Você gostou deste produto?" pode nem sempre ser verdadeira devido a um viés cognitivo. Este conhecimento vai ajudar a criar produtos de marketing e serviços concebidos de forma mais eficaz e campanhas de comunicação mais centradas nas respostas do cérebro.

O neuromarketing irá dizer às empresas como o consumidor reage, em relação à cor da embalagem, ao som da caixa quando abaladas, ao cheiro de determinados produtos, entre tantas outras questões.

Um dos primeiros livros que abordou o assunto foi o “Neuromarketing - O Genoma do Marketing, O Genoma das Vendas, O Genoma do Pensamento”, publicado em 2007 pelo escritor brasileiro Alex Born. Mais recentemente a obra “A Lógica do Consumo – Verdades e Mentiras sobre por que Compramos”, publicado em 2009, versão brasileira do livro “Buyology” de Martin Lindstrom, auto intitula-se como a maior pesquisa sobre Neuromarketing já realizada até o momento.

E falando naquilo que deve ficar no cérebro, veja: http://www.guiadeexperiencias.com.br/home/

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Fim da Infância


Dia das crianças, dia de festa. Dia que vem sendo cada vez mais lembrado, comemorado, festejado. Mas será apenas porque o mercado publicitário e as indústrias que dependem desse público precisam vender? Creio que não. Acredito que na verdade, os adultos estão percebendo que a infância está acabando cada vez mais cedo, onde pessoas estão tentando congelar o tempo e manter nossas atuais crianças, mais tempo crianças. Para que possam curtir essa fase tão maravilhosa e mágica, a infância.

Na real, as crianças estão amadurecendo cedo demais, em termos de responsabilidades, informação e maturidade. Mas a ética e os valores, estão sendo transmitidos de que maneira? Qual o preço do amadurecimento precoce nessas crianças/seres humanos?

Amo crianças, mas já disse em outro texto, que nem todas são “do bem”. Existem crianças que nascem más. Mas afinal, a culpa é de quem? De nós, gerações anteriores que não preparamos de fato, a continuidade de um mundo melhor, mais justo e ético. Menos aqui agora já e mais o que eu posso fazer para melhorar a vida de todos. Menos individualidade coletiva. E mais coletividade individual. O bem de todos que visa o bem pessoal. Pensando e agindo em prol dos outros, seremos cada vez mais, mais gente. Mais socialmente corretos.

Não sou Psicóloga, mas observadora, e ouso separar as crianças em 5 grupos:

1) Anjinhos reais: crianças que chegaram para fazer o bem, tornando todos os ambientes melhores depois de sua passagem. São literalmente, as crianças do bem, anjos na terra. São em número bem pequeno.

2) Diabinhos mimados: Egoístas e malvadas, só querem coisas materiais, e normalmente são geradas por pais sem tempo de transmitir valores efetivos de uma sociedade mais justa.

3) Lógicas racionais: São inteligentes, pequenos gênios prematuros, mais maduros intelectualmente que a maioria das crianças de seu círculo e normalmente se sentem deslocadas. Ou não. Vai depender da postura dos pais e da convivência social, do grupo em que atuam.

4) Filhos pais: Maduros ao extremo, são filhos de pais ou mães solteiros, sozinhos ou separados, e normalmente são os “conselheiros” dos pais. Amadurecem muito antes de qualquer outro amiguinho da sua turma, e tem contato com a realidade precocemente. Normalmente, serão vencedores natos, mais não pela competição, e sim, por terem tornado-se conscientes da vida adulta muito antes de chegar lá.

5) Líderes egocêntricos: Desde muito cedo, eles têm predisposição a liderança. Até aí, tudo bem. O problema é que também desde cedo, o poder lhes sobe a cabeça e tornam-se um tanto quanto arrogantes. Precisam de aprendizado emocional, além do intelectual, para tornarem-se líderes justos e bons.

Acredito que uma criança pode ter um pouco de cada característica, mas sempre uma delas, impera. Cabe aos pais, educadores e próximos a essas crianças, transmitir os valores éticos para uma sociedade mais justa e coletivamente mais correta.

Para os pais, algum conhecimento de especialistas:

Para os filhos (e outros grandinhos também):
http://www.gamedesign.jp/flash/chatnoir/chatnoir.swf

domingo, 11 de outubro de 2009

Homem Pavão


Deixe um homem confiante e perca-o

Nossa, isso parece absurdo. Mas escuta só essa minha “tese”. E veja se a realidade não mostra que isso, infelizmente, é verdade. Bem, tenho “assistido” a vários enredos românticos verdadeiramente reais (qualquer semelhança com a realidade NÃO é mera coincidência), que comprovam essa questão. Vamos lá. Vamos ao assunto.

Tipo assim, ó: você chama atenção para o modo dele se vestir, seu olhar, valoriza traços do corpo (boca (e que boca), nariz, pernas e outros órgãos interessantes. Acredito que cada um de nós é um templo do prazer físico ou visual, quando valorizados alguns traços especiais envoltos no conjunto. Mas isso é papo prá outro texto), diz prá pessoa emagrecer, valoriza atributos profissionais, vibra pelas vitórias e torce por uma boa pontuação do parceiro/namorado/ficante (ou qualquer nome que você dê) nos novos projetos que ele traça.

É bem comum conhecer cases de amigas que relacionam-se com meninos que ao começarem a relação, não estão “lá essas coisas”. Seja em termos emocionais, financeiros, sexuais, profissionais ou qualquer outro quesito. Estão “prá lá de Bagdá”, relegados ao esquecimento público feminino. Ou porque estão sem grana (sim, é verdade: ainda existem muitas “Marias gasosas” pelo mundo, sinto muito), sem emprego, sem auto-estima, passando por uma fase difícil. Estão tristinhos com a vida, em resumo. E ui, ui, ui: se trazem traumas de outras relações, credo: prepare-se para tornar-se uma analista-psicóloga quase que de tempo integral e sem cobrar consulta (mas “não dá nada”: você gosta disso, de ajudar, de levantar a moral do moço. E na real, passa a gostar do moço. E corre o risco de passar de gostar prá algo mais fortinho, tipo assim, amor? Então, tudo certo, sem problemas quanto a isso). Ou ainda ter descontado em você, traumas emocionais das relações anteriores. Não dá nada parte 2, vamos lá, o tempo vai ajudar e isso passará. Você sabe disso e fica firme.

Como você tem espírito de guerreira, de querida companheira, vai lá e diz coisas ao pé do ouvido dele (daquela orelhinha linda) que deixam ele com o super ego em chamas. Valoriza-o. Estimula-o. Apóia suas idéias e ideais. Diz que o ama (cedo demais? Sei não, amor tem prazo de validade? De inicio, inclusive? Acho que boa vontade e disposição são a resposta) e que ele é super ótimo em tudo (até mesmo na cama). Que a deixa feliz. Porque felicidade depende de nós mesmos mas também do que os outros querem proporcionar prá nós. Então, felicidade é um conjunto de sentimentos pessoais e coletivos, da rede próxima a você (não é rede de supermercados, galera. É rede de pessoas, pô).

Sabe, já ouvi coisas do tipo: “Ei, você não deve demonstrar tanto que o ama. Senão ele não vai valorizá-la. Seja mais dura, mais difícil.” Heloooo, tia alma! Não escute isso, por favor. Não perca a capacidade de se apaixonar e declarar abertamente o quanto gosta, ama e valoriza. Não perca isso. Afinal você está fazendo o que o mundo mais precisa: dizendo a verdade (segundo o meu critério... Me avisem psicólogos se estou errada). Poxa, porque ainda estamos na fase de jogar xadrez com as relações? Calcular os passos, blefar sentimentos?

Transformar meninos inseguros em pavões. Tem meninas que são expert nisso. E depois que eles se tornam pavões, você passa a ser pouco ou nada para eles. Putz, que chato. Que clichê emocional, mas de fato, é fato.

Na real, acho que tudo se trata das pessoas valorizarem aquilo ou aqueles que têm, enquanto tem (alguns vão dizer: será que tinham? É, isso é pauta prá outra discussão). E aqui, de novo, volto ao Pequeno Príncipe: o essencial é invisível aos olhos.

Estamos vivendo em tempos assim: onde o mais normal e “aceitável” é não falar o quanto se admira, valoriza e ama uma pessoa. Prá que ela retribua esses sentimentos e ações. Prá que ganhemos o jogo, conquistemos o alvo: o amor do menino. Que droga, vocês têm certeza que é assim mesmo? Poxa, sei que alguns vão dizer que é, mas acredito que a naturalidade nos sentimentos, a valorização e a observação dos fatos do que estão construindo ou tentando construir são mais valorosas que um jogo emocional. A predisposição, ou ainda melhor, a disposição para o sentimento empático de valorização. No mínimo, valorização. O amor pode vir com o tempo, YES. Mas respeito e zelo são necessários em qualquer tempo de uma relação. E ás vezes o ego fica tão superego que...sai fora: não se consegue ver o quanto se machuca exatamente aqueles que mais nos ajudaram a chegar lá, a voltar do lamaçal emocional que nos encontrávamos.

Não dizer a verdade? Pura babaquice. Porque segurança e auto-estima são boas e todo mundo gosta. Mas sem a dose perfeita, tornam-se a arma mais poderosa para o egoísmo extremo. A falta de empatia e sensibilidade. O errado é falar e agir ou o errado é não valorizar isso?

A complexidade humana é algo infinitamente superior a qualquer engenharia tecnológica de ultíssima geração. Se existir uma faculdade de “engenharia humana”, tô dentro. Desculpe-me o tiozinho Freud: mas tem coisas que nem ele mesmo explica.

Aloha Namastê. E uhu!

EBAAAA! Bom te ver!


Penso, logo, existo. E... se você está aqui, quer saber como eu penso. Se quer saber como eu penso, no mínimo, é curioso.


Curiosos ALOHA fazem bem para o mundo. Então, é nós no mundo, porque não viemos aqui a passeio!


Busco uma visão de longo alcance, sem aceitar verdades absolutas, preservando valores ALOHA, que são o ideal para um mundo mais honesto e verdadeiro.

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