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domingo, 25 de outubro de 2009

Diga NÃO aos SUBSTITUTOS



Assisti ao filme “Substitutos”, daqueles filmes que abordam um dos temas que mais gosto: futuro e ficção científica. Explorando como será o futuro, a vida no futuro. E para se prever o futuro, é preciso ser ultramegahipersuper contemporâneo, e amo contemporaneidade. Tendências, comportamento. Isso você já notou, né?

Veja o resuminho do filme:

Num futuro não muito distante (2054), os seres humanos adotaram completamente os Surrogates, robôs controlados a distância pela mente, que podem ter a aparência que você quiser. Você vê, sente e comanda tudo o que o Surrogate faz.

Esses andróides substitutos fazem tudo sem que os humanos tenham de sair de casa. As pessoas não saem mais de casa para trabalhar, passear, fazer compras e até fazer sexo, tudo isso se faz usando seu “substituto” que é um robô (geralmente) parecido com seu dono no aspecto físico (você descobrirá que isso não é regra logo no início do filme). Não existem gordos, feios ou carecas, todos são lindos, sarados e loiros. Loiros e loiras, tendo gêmeos perfeitos (rssssss). Eka. Que chato.

Para o substituto funcionar, é preciso que você (chamado de “o operador”) fique deitado numa cadeira que lhe conecta a uma rede de substitutos e lhe liga ao seu robô.

Gostou? Tomou? Engoliu?

E agora, alguns comentários na internet:

“A vida valeria a pena de ser vivida quando são as máquinas que assumem os papéis humanos? Qualquer semelhança com "1984", de George Orwell e tantos outros filmes onde as grandes corporações ditam as regras que dominam o comportamento social não é casual. A diferença é que em "Substitutos” as questões éticas são deixadas em segundo plano.”

“O chefe da grande corporação robótica, Canter, afirma no final do filme que os viciados devem morrer junto com seus vícios. Em outras palavras, para melhorar a nossa sociedade, todos os robôs e os humanos a eles conectados deveriam morrer."

“De alguma maneira, bem distante, você pode até fazer um comparativo desse filme com a história de Matrix: pessoas que querem se enganar, vivendo em um mundo que não existe. A diferença é que os humanos de Surrogates têm plena consciência disso.”

“A premissa de usarmos outro corpo controlado por nossa mente é sempre interessante no cinema, afinal, é muito louco ver as conseqüências disso no mundo e vislumbrarmos o que pode virar nossa sociedade."

“Na primeira frase do filme não há como não fazer um paralelo com o filme “Matrix”, ou se lembra do filme “Eu, Robô”; e no meio do filme você tem a impressão de estar assistindo uma continuação do filme “Minority Report”. Sem esquecer de “Blade Runner”, “Exterminador do Futuro”, “A Ilha.””

“Imaginem isso na vida real, a quantidade de obesos mórbidos!”

Na verdade, “Substitutos” ou “Surrogates” nos faz pensar em diversas coisas:

1) Estamos fúteis demais, a ponto de preferirmos outros corpos em detrimento de nossa essência?
2) A depressão e as doenças psicológicas socialmente aceitáveis tomaram conta de nós?
3) Quanto os vícios e o prazer têm mais importância em nossas vidas, em detrimento de sentimentos reais, o amor, o toque, o cheiro, a dedicação a um propósito, a verdade?
4) Onde foram parar nossa ética, nossos valores essenciais?
5) A que nível pode chegar uma pessoa, quando dominada pela depressão e pelo apatismo social e de valores?

Os SUBSTITUTOS foram criados essencialmente para que os humanos não se ferissem emocionalmente ou fisicamente. A lição poderia ser algo do tipo: precisamos viver uma vida real, porque a fantasia só camufla os problemas e nos leva a um mundo irreal e em tal estado de confusão mental que afeta de forma nada saudável nossas vidas.

Robôs sim, mas para nos servir. Não substituir. Creio que essa é a essência da questão. Evolução tecnológica acompanhada da emocional. Menos máquinas em gente, e mais gente em máquinas. Isso sim é evolução.

Mas ei, saindo do sério, se eu pudesse fazer um pedido prá ter um substituto um dia somente, iria praticar o Le Parkour. Veja um pouco: http://www.leparkourbrasil.blogger.com.br/

E mais: http://video.google.com/videosearch?hl=pt-BR&q=le+parkour&um=1&ie=UTF-8&ei=jUxZStK-F5aMtgeDr4TdCg&sa=X&oi=video_result_group&ct=title&resnum=8

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