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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Classe média não é coxinha


Fé transformada em arma de manipulação: Pessoas, usem mais o cérebro. Não sejam massa de manobra. AMEM. E amém.

Tenho visto, muito e mesmo, manifestações distorcidas sobre a chamada “classe média”. Aos “dirtorcedores” de plantão: que busquemos uma “classe médica” a eles! Hello! Caso médico!

Na boa, a classe média, antes de mais nada, mudou muito nos últimos anos. Primeiro que a classe média do passado, dos anos 70, não é a mesma dos anos 2000. E a dos anos 2000, não é a mesma do ano 2016.

Veja como alguns radicais com uma lastimável visão antiga, ainda enxergam a classe média, com expressões ditas dessa forma (não acredite nisso, por favor):

  • “Papagaio de telejornal”, e que acredita na imparcialidade da revista semanal
  • Não usa ônibus e somente seu carro (normalmente comprado a muitas prestações)
  • Sempre está no limite do cheque especial, porque compra além do seu alcance pessoal
  • Usa cartão de crédito para pagamento de roupa, gasolina, supermercado
  • Faz viagens para lugares tipicamente ditos por quem não se caracteriza como “coxinha” (que lugares seriam esses? Fernando de Noronha, Cancun?)
  • Não se preocupa com a favela, porque vive fora dela
  • Ou não se preocupa com os pobres e com a infraestrutura de bairros mais populares, porque vive na zona sul
  • Faz protesto ou reclama da violência só quando envolve pessoas de seu próprio bairro, ou a filha do executivo ou empresário
  • Acredita e defende pena de morte, a redução da idade penal e a construção de presídios beeeeeem longe de sua cidade ou bairro
  • Se incomoda com o pedinte ou o malabarista de sinaleira e com o camelô do centro da cidade
  • O traficante passa a ser problema só quando ele (traficante) sai da favela e vem para o centro ou regiões “nobres” da cidade


Além dos itens acima, essa é a principal visão desses que depreciam tanto essa dita classe média: o empresário é quem “construiu” a classe média, para aumentar o consumo e seus lucros. O vilão é sempre o empresário.

Sério que ainda tem gente que acredita nisso, mesmo? Hello, sério?

Pare de considerar que coxinha não tem visão social. E pare de chamar classe média de coxinha. Você está demonstrando que apesar de considerar-se engajado e intelectual, está fora da atualidade contemporânea de comportamento.

Esse estudo e visões são amplos e apenas estão começando. Porque estamos no inicio de uma gigantesca mudança. Não colabore para disseminar uma visão completamente ultrapassada, como se ainda vivêssemos na década de 70 ou 80.




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Penso, logo, existo. E... se você está aqui, quer saber como eu penso. Se quer saber como eu penso, no mínimo, é curioso.


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Busco uma visão de longo alcance, sem aceitar verdades absolutas, preservando valores ALOHA, que são o ideal para um mundo mais honesto e verdadeiro.

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