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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Os novos jovens de 40




Existem mudanças marcantes no mundo. Poderosas. Decisivas. E uma grande mudança, entre tantas, são os hábitos de comportamento de uma geração bem específica: a geração dos que estão na faixa dos 40 anos. A minha.

Somos adultos meio jovens, meio crianças, quase velhos? Bem, os hábitos mudaram muito. Mudanças de paradigmas. As pessoas estão muito estranhas, se considerarmos alguns hábitos de 10, 20 anos atrás.

Hoje, os jovens não são mais aqueles só até a faixa dos 30 anos. Conheço pessoas da minha idade, que curtem desenhos, brinquedos, casas noturnas, e tem ou não tem filhos, são ou não são casados. Acima de tudo, estão sendo eles (nós) próprios, numa época de assumir sentimentos, pensamentos, atitudes.

E na verdade, fomos nós que abrimos caminho para a nova geração de 30, 20 anos. E esses vão abrir caminho para os recém chegados nesse mundo. Nós, os de 40, não nascemos na época dos computadores ou camisinhas, mas tivemos que nos adaptar a eles. Computadores e camisinhas. Somos mutantes, num mundo em constante movimento. Gosto da gente.

Assumimos tranquilamente relações com pessoas mais jovens (para os homens, isso começou muito antes que para as mulheres), gostamos da nossa profissão mas nos dedicamos a esportes radicais ou entretenimentos que nos dêem prazer, fazemos coisas que antes pessoas da nossa idade não fariam. Mas também iniciamos o movimento (tendo a total adesão da galera dos 20 anos) em prol da sustentabilidade, e alguns poucos mas dedicados, o movimento da volta da filosofia a maneira clássica, visando um mundo melhor e mais justo, não tão frívolo ou fútil. Nos permitimos consumir, mas alguns de nós estão buscando um consumo mais consciente, visando o coletivo, buscando a preservação de um mundo mais saudável moralmente e fisicamente às novas gerações.

Gosto da gente. Acredito que minha geração irá buscar uma velhice mais sábia, coisa que sinceramente, no geral, não encontrei nas gerações anteriores.

A geração de nossos pais foi uma geração revolucionária, mas egoísta. Que visou o bem pessoal ou apenas de um pequeno grupo próximo de seu umbigo. E nossos avós, esses foram os desbravadores, os que tiveram que ralar prá caramba, e talvez por isso, tenham ficado mais individualistas que coletivos.

Então, o que espero, é que os jovens de hoje, com 40 anos, sejam os velhos (e dizer velho não é ofensa. Quem inventou essa babaquice?) sábios de amanhã, que poderão deixar boas sementes nesse mundo que precisa de boas sementes. De gente super bem resolvida mas menos egoísta: os que estão vindo depois de nós.

Alguns pensamentos:

“O mais tolo de todos os erros ocorre quando jovens inteligentes acreditam perder a originalidade ao reconhecer a verdade já reconhecida por outros.” (Goethe)

“Leva muito tempo para tornarmo-nos jovens.” (Pablo Picasso)

E aqui, dicas para deixar o cérebro sempre jovem: http://yahoo.minhavida.com.br/conteudo/11342-21-exercicios-de-neurobica-que-deixam-o-cerebro-afiado.htm

Mudanças de paradigmas. Essa é a nova onda.

E falando nisso, não poderia deixar de citar Robert Happé (Robert Happé nasceu em Amsterdã, Holanda. Estudou religiões e filosofias na Europa e dedicou-se desde então a descobrir o significado da vida. Estudou também Vedanta, Budismo e Taoísmo no Oriente durante 14 anos, tendo vivido e trabalhado com nativos de diferentes culturas de cada região onde esteve - Índia, Tibet, Camboja e Taiwan. Em seu retorno à Europa, sentiu necessidade de compartilhar o conhecimento adquirido e suas experiências de consciência. A partir daí, trabalhou em várias universidades, e tem trabalhado continuamente com grupos de pessoas interessadas em autoconhecimento e desenvolvimento de seus próprios potenciais como seres criadores. Desde 1987 vem compartilhando informações em forma de seminários e workshops em países da Europa, na África do Sul, nos EUA, na Austrália, e no Brasil. Seu trabalho é independente, estando desvinculado, sob todo e qualquer aspecto, de organizações religiosas, seitas, cultos e outros grupos). Vejam sua entrevista, até o final: http://video.google.com/videoplay?docid=1762327500733359104#

Aloha namastê.

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