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terça-feira, 22 de junho de 2010

Naturismo: desnude-se primeiro na mente




Se viemos ao mundo naturalmente nuzinhos, porque não continuar assim?

Não sou naturista. Mas tenho amigos naturistas. Amiga de outras pessoas que assim como eu, não são naturistas, mas respeitam os naturistas. E como tenho por hábito registrar aqui meus pensamentos de mundo, estou divulgando a ação/filosofia do naturismo. Porque a respeito e sou a favor da abertura da mente, da ampliação do conhecimento.

Vejam o que pesquisei na internet:

O que é o Naturismo? O naturismo (não confundir com naturalismo) é um conjunto de princípios éticos e comportamentais que preconizam um modo de vida baseado no retorno à natureza como a melhor maneira de viver e defendendo a vida ao ar livre, o consumo de alimentos naturais e a prática do nudismo, entre outras atitudes construtivas.

Qual a etimologia da palavra e o principio de sua ação? A palavra naturismo provêm do francês naturisme, que é a doutrina filosófica que se baseia num modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela prática do nudismo em grupo, que tem por intenção favorecer o auto-respeito, o respeito pelo outro e o cuidado com o meio ambiente.

Qual a relação entre nudez coletiva e desenvolvimento do indivíduo? A resposta dos naturistas está no conceito de "aceitação do corpo", ou seja, na descoberta de que o corpo humano é um todo não havendo partes honrosas e partes indecorosas. Os naturistas, ao conviverem com a nudez do próximo não são chocados nem agredidos pelo corpo e sentem que o respeito é possível mesmo sem artifícios. Entrando em contato com a própria essência e deixando para trás o que é acessório. Para os naturistas somos todos iguais, apesar das diferenças. O código de ética naturista, aprovado pela Federação Brasileira de Naturismo, reflete e reforça práticas que garantem o bem-estar comum. Contrastando com a atitude aparentemente liberal, demonstrações mais veementes de afeição ou interesse sexual são coibidas.

Mais detalhes: http://naturistascristaos.org/2nat_brasil.htm

Sou amiga do fundador da Federação Brasileira de Naturismo: Celso Rossi (Celso Rossi nasceu em Porto Alegre/RS, em 1960. Filho de família tradicional, cursou o Colégio Anchieta e a Faculdade de Direito da UFRGS, ao mesmo tempo em que trabalhava no escritório de advocacia com seu pai e na gerência de marketing da empresa da família. Aos 27 anos, percebendo que o seu estilo de vida o conduziria pelos mesmos caminhos batidos por outros jovens da sua idade, resolveu abandonar tudo e recomeçar a vida sob nova direção: sua intuição. Foi morar numa barraca, na praia do Pinho, em Santa Catarina, e viver em contato pleno com a natureza e livre dos horários e convenções sociais. Seu espírito aventureiro e empreendedor, entretanto, não o deixou descansar por muito tempo e acabou levando-o a liderar a implantação do naturismo no Brasil, fundando a Federação Brasileira de Naturismo, além de dezenas de outras associações e clubes pelo país, sendo a Colina do Sol, em Taquara/RS, uma de suas mais notáveis criações. O contato intenso com a natureza e com as relações humanas, proporcionados por essa pitoresca caminhada de mais de 20 anos, resultou em descobertas filosóficas e espirituais que lhe trouxeram respostas – às vezes inesperadas – para algumas das perguntas mais antigas da humanidade, que lhe inspiraram a escrever o livro “Sincronicidade Absoluta – A Ilusão do Livre-Arbítrio”. Filósofo, escritor, compositor e empreendedor). Por isso, fiz uma breve entrevista-conversa com ele, para orientar meus leitores de mais essa idéia/filosofia/forma de viver.

Acompanhem:

1) O que pode motivar alguém a ser naturista?
Várias razões podem motivar alguém a iniciar-se na prática do naturismo. O Movimento Naturista busca incentivar novos adeptos motivados pelo resgate da própria inocência, liberdade e espontaneidade. Muitas pessoas cultivam um espírito crítico ante ao que a sociedade e a cultura que herdamos nos oferece. Esses, quando se deparam com a obrigatoriedade do uso de trajes de banho em áreas públicas, como meio de garantir o pudor público, podem questionar-se a respeito do real dano que seus órgãos genitais, nádegas ou seios poderiam causar aos demais. A aceitação pura e simples de tal restrição soa como submeter-se a uma injusta condição de servo de uma sociedade que retira a liberdade dos indivíduos, sob pretextos nem sempre verdadeiros. Por que aos índios é dado o direito de desfrutar do prazer inigualável de sentir o calor dos raios do sol e do ar puro em contato com as regiões genitais? Por que nós, filhos, netos, bisnetos de imigrantes, que nasceram nessa mesma terra não podem ter o mesmo direito? Por que a nudez dos índios é natural e a nossa imoral? Por que o seio da mulher que amamenta é símbolo de ternura e o seio nu da mulher, sem a criança no colo, é símbolo de erotismo ou pornografia? Questões não respondidas, como essas, podem motivar alguém que busca um contato maior com a natureza e, principalmente, como sua própria natureza, a ingressar numa área naturista e dar esse importante passo para a ampliação de sua liberdade pessoal, realização e maturidade.
2) Seria somente a nudez o fato de existir ainda hoje, algum pré-conceito (de PRÉ CONCEBER) sobre o assunto?
Logicamente, o preconceito contra a prática do naturismo refere-se unicamente à nudez em si. No demais, todos os preceitos naturistas são guias para uma sociedade mais fraterna, igualitária e com cuidado pelo meio-ambiente. A nudez atemoriza o ignorante, que transfere para o corpo a responsabilidade de eventuais condutas inadequadas comandadas pelo cérebro. Se alguma parte do corpo devesse ser coberta para proteger a sociedade de atos de desrespeito, as pessoas deveriam andar com um saco enfiado na cabeça. O resto do corpo poderia permanecer nu, pois o corpo - e as partes genitais - em si, são totalmente inocentes.
3) O que falta para o Brasil incentivar uma cultura mais voltada a filosofia naturista?
Falta apenas um trabalho sério de relações públicas entra as áreas naturistas e o público em geral. Especialmente no relacionamento dos grupos organizados com a imprensa. O Naturismo, no Brasil, só chegou ao ponto em que se encontra com centenas de milhares de praticantes e diversas áreas oficiais para a prática, graças ao trabalho competente e atento que foi realizado nos primeiros anos de implantação da Praia do Pinho, da Federação Brasileira de Naturismo e das primeiras filiadas. Naquela época, os dirigentes compreendiam bem a importância de uma divulgação bem feita de suas atividades e muitos naturistas pioneiros apresentaram-se voluntariamente para figurar em imagens e conceder entrevistas, que eram televisionadas para todo o Brasil e várias partes do mundo. Se essa consciência voltar a manifestar-se nos dirigentes e nos naturistas em geral, ocupando seu devido espaço nas prioridades dos naturistas, o Naturismo no Brasil voltará a crescer em índices consistentes.
4) Tirando a limpo: alguém pode ser naturista somente aos finais de semana? Como assim?
O que torna uma pessoa naturista não é a freqüência de algum tipo de atividade e sim uma perspectiva da vida. Uma vez que você “desconstrói” a vergonha que lhe foi agregada sobre o próprio corpo quando criança e percebe que não tem nada a esconder, resgata sua inocência, amor próprio e respeito, por si mesmo e pelos outros. Essa nova condição assumida pela personalidade restará amalgamada no ser, até mesmo sem a necessidade de novas “práticas naturistas”. Essa transformação pode ser fruto de um tratamento de choque, numa terapia de uma única sessão. Considere, aqui, o exemplo de uma pessoa saudável, que realize a experiência naturista de espírito puro e verdadeiro, sem a motivação subliminar de taras e obsessões sexuais.
5) Fale um pouco sobre sincronicidade, tema principal de seu livro "Sincronicidade Absoluta": “O Supremo Senhor Deus reside no coração e dirige cada passo de todos os seres vivos, que estão como em uma máquina movida pela energia da matéria natural”. Isso é uma descrição – ou explicação – para a sincronicidade, escrita há mais de cinco mil anos, nas escrituras da Índia. De fato, apesar do nosso apego resistir aos fatos e preferir acreditar que somos senhores do nosso destino, todos os indícios apontam para o outro lado: o livre-arbítrio não existe. Para os que acreditam, Deus é onipotente, onipresente e onisciente. Sendo assim, pode fazer qualquer coisa, está em todo lugar e, principalmente – para o nosso caso – sabe de tudo. Se Deus é onisciente, conhece o passado, o presente e... o futuro. Se conhece o futuro é porque cada detalhe deste, já está programado com perfeição inexorável e absoluta. Dessa forma, por uma simples questão lógica, quem acredita em Deus não pode conceber, coerentemente, que dispõe de livre-arbítrio. Quem conhece astrologia, tem convicção de que existe uma poderosa relação entre o movimento dos astros e os elementos que caracterizam as pessoas, seus talentos, dificuldades, sociabilidade ou criatividade, como também com os eventos que compõe nossas histórias de vida. De que outro modo haveria tal correlação entre planetas tão distantes e pessoas e eventos aqui na Terra, não fosse pelo simples fato de que tanto os astros quanto as pessoas e os eventos submetem-se, igualmente, a uma ordem minuciosa de todo o universo. Quem já teve oportunidade de estudar fatos comprovados de clarividência, predições exatas de acontecimentos futuros, ou de profecias históricas, materializadas e registradas por documentos confiáveis, sabe que eventos futuros podem sim, ser conhecidos muito antes que chegue seu momento no tempo. De que outro modo, poderiam profecias materializar-se, em detalhes, em alguns casos, centenas de anos após a ocorrência das visões, que não fossem pelo resultado de uma seqüência intercalada de eventos quotidianos que construíram o caminho dos acontecimentos até tal momento? Tudo isso são indícios fortes de que toda a história já está escrita nos seus mínimos detalhes e de que isso que costumamos chamar de livre-arbítrio ser apenas uma ilusão. Quando decidimos um caminho, temos a sensação de estarmos ativando um roteiro original, mas o fato é que já estava escrito na nossa história que naquele momento tomaríamos tal decisão. Isso é a Sincronicidade Absoluta: a ordem inexorável na qual estamos imersos, sem perceber ou sem querer reconhecer.

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GEEEEEENTE! Cara, que entrevista! Se eu fosse efetivamente Jornalista, teria me sentido realizada. Como não sou, sinto-me muito feliz em ter em meu círculo de amigos, alguém tão inteligente como o Celso. E devo isso a minha amiga-mana Fabi, que é no minimo, alma-gêmea desse carinha tão bacana.

E o meu recadinho básico (mania de profe, eu): respeite outras ideologias e principios, mesmo que esses não sejam os seus. O que for para o bem, apóie sempre, mesmo que você não o faça. Uma forma de ajudar, também é divulgar a verdade, a informação correta dos fatos. É isso. Desnude-se primeiro, na mente.

E continuo fazendo a pergunta que fiz, no inicio desse texto: Se viemos ao mundo naturalmente nuzinhos, porque não continuar assim?

Conheça a Colina http://www.colinadosol.com.br/ e conheça mais do entrevistado http://www.brasilnaturista.com/celsorossi

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