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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Nunca fomos anjos



DEFINITIVAMENTE, nunca fomos anjos

Pode-se dizer que o tempo, segundo Heráclito, foi representado com essa cena: “Um homem não pode banhar-se duas vezes no mesmo rio.” Tudo flui, em suma. Tudo passa. O nosso passado define nosso presente, que será passado e influenciará o futuro. E logo, não existe “velho” ou “novo”, na boa.

Sempre considerei que tempo é a coisa mais bobinha de se discutir. Tá certo, sempre pensei mais que alguns, por isso, penso muito. Faço muita coisa, também, mas com o tempo, acho que pensamos mais ainda. E percebemos que ele, o tempo, não existe. É bulshit.

Logo, CARPE DIEM. Porque o DIEM nunca mais será o mesmo e nunca mais se repetirá. E ponto.



E sabe de uma coisa? Nunca fomos anjos. Você já vai entender o motivo disso, desse meu dizer...

Bling Ring é uma expressão que identifica o som imaginário produzido pela luz refletida por um diamante. E indico um filme que leva essa expressão:

The Bling Ring: Nicki (Emma Watson), Marc (Israel Broussard), Rebecca (Katie Chang). Sam (Taissa Farmiga) e Chloe (Claire Julian), entre outros jovens de Los Angeles têm em comum uma vida meio vazia, de pais ausentes, como Laurie (Leslie Mann), mãe de Nicki, que não tem a menor noção do que as filhas estão fazendo nas ruas durante o dia e, pior, durante a noite. Fascinados pelo mundo glamouroso das celebridades das revistas, como Paris Hilton, e artistas como Kirsten Dunst, o grupo começa a fazer pequenos assaltos na casa dessas pessoas, quando descobrem que entrar nas residências deles não é nada difícil. Cada vez mais empolgados com "os ganhos", o volume dos saques desperta a atenção das autoridades, que decidem dar um basta nos crimes dessa garotada sem limites. Baseado em fatos reais.

Sim, baseado em fatos reais, isso é que é pior. Puxa!



Talvez falte para os jovens contemporâneos, bons exemplos de FATO. Como a lista dos 10 mais de todos os tempos (que David Coimbra citou em sua coluna de Zero Hora):

A edição de agosto da revista Aventuras na História fez uma pesquisa entre leitores e com historiadores brasileiros e estrangeiros a fim de apurar quem foram as 10 pessoas que mais mudaram o mundo. Ou seja, as pessoas mais influentes da história humana. O resultado foi o seguinte:
Albert Einstein + Jesus Cristo + Adolf Hitler + Karl Marx + Sigmund Freud + Vladimir Lenin + Abraham Lincoln + Mao Tsé-Tung + Josef Stalin + Charles Darwin



Olha o que o Marcelo Perrone ESCREVEU SOBRE ESSE FILME:

Pedofilia é um tema com abordagem por demais espinhosa. Encará-lo sem os rodeios melodramáticos e os julgamentos morais recorrentes na ficção é um dos muitos méritos de Thomas Vinterberg na condução de A Caça, filme dinamarquês que estreia amanhã em Porto Alegre e já se coloca entre os lançamentos cinematográficos deste ano. Porque a pedofilia, para Vinterberg, é um ponto de partida para desnudar outras questões complexas que envolvem as relações afetivas e sociais.

A carga emocional de A Caça está sobre os ombros de Mads Mikkelsen, o protagonista, aclamado com o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes de 2012. É um ator em fase de graça. Conhecido do grande público como o vilão de 007 – Cassino Royale e dos apreciadores dos filmes de arte por trabalhos do porte de Coco Chanel e Igor Stravisnkye O Amante da Rainha, Mikkelsen, 47 anos, está à frente também da série de TVHannibal.

Seu personagem em A Caça é Lucas, professor do jardim de infância de uma cidadezinha do interior da Dinamarca, onde a rotina dos homens é ainda um tanto tribal – bebem muito, cantam com copos erguidos, banham-se no rio congelado e caçam veados na floresta. Lucas faz parte dessa turma. É querido pelos amigos e adorado pelo pequenos alunos. Com a proximidade do Natal, o professor está animado com a chegada do filho adolescente, que mora em outra cidade com a mãe e decidiu viver um tempo com ele. Então vem o baque. Klara (Annika Wedderkopp), linda garotinha que, além além de aluna, é filha do melhor amigo de Marcus, diz à diretora da escolinha que Lucas fez coisas "impróprias". O que o espectador viu até então foi Lucas se portar diante de Klara como uma figura afetiva e protetora – suprindo, aos olhos da introspectiva menina, uma certa negligência de seu próprio pai. Vinterberg não faz suspense com o fato de Lucas ser ou não ser culpado do ato abjeto que lhe imputam Klara e todos os que nela acreditam. Nada é sonegado ou fica nas entrelinhas. Sabemos de pronto o que ocorreu. Recurso que é o grande achado narrativo do diretor (corroteirista da trama) para fazer de A Caça um filme tão impactante.

Interessa mais a Vinterberg não a abordagem direta de um suposto crime ou as especulações psicológicas acerca das fantasias infantis. O centro nervoso do filme está nas consequências do episódio, estopim para uma tensão crescente, como no longa que revelou o cineasta, Festa de Família (1998): A Caça também trata das máscaras vestidas por aqueles que não são bem quem aparentam ser quando as condições estáveis do convívio social sofrem algum sobressalto. A acusação faz de Lucas um pária. Os amigos lhe viram as costas, e a hostilidade descamba em tortura psicológica e agressão físicas. Vinterberg promove um acurado estudo comportamental do que se convencionou chamar de movimento de manada. A cidadezinha dinamarquesa surge aqui como um espelho do mundo contemporâneo, onde o gatilho da hipocrisia, da intolerância e do obscurantismo não raramente é disparado pela falta de informação ou pela leitura convenientemente torta dos fatos.



Nós nunca fomos anjos. Nem quando crianças. Todos somos um pouco de tudo. E PELOAMORDEDEUS, isso não é defesa de pedofilia, que é claro, é completamente imoral e amoral e inaceitável. Mas olhe o filme, prá entender.

Somos todos hipócritas com relação aos sentimentos. Um misto de meleca com cocô. Na verdade, os instintos sempre estiveram lá. Ou aqui. O que nos separa deles, é um momento de lucidez. Um só. Ou não.



Somos seres complexos. E como Freud já dizia:

Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro.

Um homem que está livre da religião tem uma oportunidade melhor de viver uma vida mais normal e completa.

A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos.

Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons.

O pensamento é o ensaio da ação.

A sede de conhecimento parece ser inseparável da curiosidade sexual.

O homem enérgico e que é bem sucedido é o que consegue transformar em realidades as fantasias do desejo.



Hum, muito bom esses 2 últimos.


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EBAAAA! Bom te ver!


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