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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Os 7 pecados: na vida e nas empresas




Em 2005, superhiper inspirada, escrevi uma estorinha sobre os pecados capitais. Veja:


OS 7 IRMÃOS


Em uma cidade ao norte do Planeta (mas bem que podia ser ao sul, ao leste, oeste...), viviam 7 irmãos (filhos de um rei e de uma rainha), 6 meninas e 1 menino: Iríade, Orgulhus, Avarélias, Invejinha, Preguicite, Guloseima e Luxurienta. Quando eles cresceram, olha o que aconteceu com eles:


- Iríade: Casou com o Senhor da Guerra, que por força e muita luta possuiu várias terras e muito patrimônio. Depois de despertar a fúria em vários súditos, acabou morto. E a Ira, digo, Iríade tornou-se uma viúva bem riquinha, amante do ex marido de Luxurienta.


- Orgulhus foi o Sucessor do Rei (seu pai), mas por sua constante vaidade, tornou-se um artista de teatro, passando a viajar pelo mundo (ele disse que precisava muito de aplausos). Como não teve filhos, o trono passou para as mãos de sua irmã mais velha, a Preguicite (mas tarde vocês vão saber o que aconteceu com ela). Dizem que ele acabou se matando, após um espetáculo mal sucedido, em um palco da Grécia.


- Avarélias não casou, não estudou, não fez absolutamente nada. Era tão avarenta que simplesmente não queria gastar a sua parte na herança. Vive sozinha, em um convento, porque lá ela pode comer e beber sem pagar. Dizem que não faz nada, e o pior: enlouqueceu, passando a fazer pequenos furtos (tornou-se cleptomaníaca, ou ladra, para os pobres).


- Invejinha, linda e fútil, acabou seduzindo o marido de Preguicite, porque nunca soube valorizar o que de maior possuiu: o amor de Eros, o Deus do Amor, a quem desprezou fortemente. E para seu azar, acabou descobrindo a homossexualidade do ex marido da irmã... mas já era tarde demais. Acabou cometendo suicídio, no castelo de sua irmã Preguicite.


-Guloseima só queria saber de comer, e por isso, comeu até explodir, literalmente explodir... deixando 2 filhas com problemas de bulimia nervosa.


- A mais engraçada de todos, era a Luxurienta. Eu disse ENGRAÇADA? Bem, após construir o maior bordel da terra, acabou ao lado de sua amante, eu disse sua... cansou tanto de todos os homens que conheceu que acabou lésbica, mas dizem que está bem feliz. E montou uma série de “casas de entretenimento” pelo planeta.


- Preguicite acabou rainha, substituindo seu irmão Orgulhus. Como tinha muita preguiça, não construiu nada, e o reino acabou nas mãos de ditadores bárbaros... que descobriram a bomba atômica!


E BUMMMMMMM! Acabou-se tudo!


Dizem que por essas e outras, esse reino ao norte (ou será ao sul, oeste, ou leste???) do planeta desmoronou... e esse é só o começo de uma longa destruição. Será que essa não pode ser uma história real? Será que “qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência?”


Não será o momento de avaliarmos o que estamos fazendo, qual a nossa parte do mundo? Onde está a nossa ética, como estão as nossas atitudes? O quanto somos invejosos (preocupados com o que os outros tem), quanto orgulho temos de nossos bens materiais, o quanto devoramos os prazeres de forma exacerbada e desnecessária, o quanto preguiçosos somos em relação ás mudanças que deveriam acontecer em nós mesmos e a nossa volta? Quanto brigamos por coisas tão pequenas?


E falando sobre isso, tem um filme que ilustra o assunto, Seven – Os 7 Crimes Capitais:


SEVEN é um filme estiloso com seus diferenciais. Desde a concepção de fotografia até o final que não estávamos acostumados, tudo parece ser muito original e inédito. E estes ingredientes levaram muita gente aos cinemas: arrecadou 10 vezes mais que o seu custo, baixo para os padrões de Hollywood. O problema de filmes conceituais como este (e porque não?) é a geração de diversos "filhotes" com roteiristas a toque de caixa buscando satisfazer exigências de outros estúdios. Porém SEVEN é único, e deve ser valorizado assim. Todo o estágio de pré-produção é compensado ao assisti-lo diversas vezes, pelos detalhes de cenários e tudo mais envolvido. Aprecie: http://www.youtube.com/watch?v=sXc9CTiIy0w&feature=related


E nas organizações? Veja, da internet: Os 7 Pecados Capitais nas Organizações


A maioria dos fatos que acontecem e “travam” o crescimento das pessoas nas empresas são os 7 Pecados Capitais. A idéia de pecado não tem conotação religiosa. Pecar vem de "pecare", que significa "errar de alvo". Sempre que "pecamos", erramos de alvo.

Vamos conhecer os 7 pecados capitais e suas consequências nas organizações e nos relacionamentos?

A IRA: Tem como sinônimos a raiva, a cólera, agressividade exagerada. Se pararmos para observar, encontraremos nas empresas várias cenas que ilustram esse pecado. As origens da ira podem ser por meticulosidade, por perfeccionismo ou até mesmo por desqualificar nossa capacidade de solucionar problemas bem como a importância desses problemas. Basicamente a atitude mental que está por trás da ira é "quero destruir” ou "eu quero e você deve". Como ficaria esta atitude em termos de gestão? Como será o processo de tomada de decisão sob o impacto da ira? Certamente o mais destrutível possível, com ranço de autoritarismo, desrespeito e baixo clima de confiança mútua entre o gestor e sua equipe. Uma maneira de detectarmos a manifestação da ira é observar a destruição do patrimônio da empresa bem como a expressão facial das pessoas. Por baixo de toda ira quase sempre detectamos medo: de errar, de expressar-se de outra maneira, de perder espaço, etc. Muitas vezes, as pessoas atacam para defender-se de seus fantasmas.

A GULA: No sentido literal, gula é o excesso no comer e beber, na sua simbologia maior significa voracidade. A característica da gula é engolir e não digerir. A sensação é de que não estamos fazendo tudo que o nosso potencial permite, que estamos vivendo sem atender nossas expectativas.A atitude mental básica é: necessito aprender tudo.Um exemplo da gula nas organizações é quando compram-se equipamentos de última geração desnecessariamente ou quando os gestores centralizam o processo decisório e as informações. A gula vai influenciar tanto nos relacionamentos quanto na produtividade das pessoas.

A INVEJA: É o desgosto ou pesar pelos bens do outro, a dificuldade de admirar o outro, o sentimento de injustiça. O slogan que define a inveja é: “Ele é mais do que eu, também quero" a inveja nos faz perder o contato com nossas reais possibilidades. Nas organizações podemos entender quando não há apoio das chefias para determinados projetos, quando alguém tenta apagar o seu "brilho", vemos também a procrastinação e os processos de "fritura", geralmente quando o discurso é de um jeito e as ações não são coerentes com ele. Esses pecados não são claros, não são declarados. O que deixa a inveja bem caracterizada é a sua expressão pelo comportamento não verbal, o olhar, principalmente. Não devemos confundir a competição com a inveja. Esta última é um sentimento negativo que pode transformar o processo de competição em algo destrutivo.

O ORGULHO: É o brio, a altivez, a soberba. A sensação de que "Eu sou melhor que os outros" por algum motivo. Isto leva a ter uma imagem de si inflada, aumentada, não correspondendo a realidade. Surge com isso a necessidade de aparecer, de ser visto passando inclusive por cima de padrões éticos e vendo os outros colaboradores ou colegas minimizados. Podemos criar a imagem de pavões relacionando-se na empresa o que certamente trás resultados desastrosos. Podemos citar o exemplo de gestores que tomam determinadas decisões por questões de orgulho pessoal ferindo muitas vezes as metas organizacionais, mas com o único objetivo de dar vazão a este sentimento.

A AVAREZA: Define-se como estar excessivamente apegado a alguma coisa levando a um grande medo de faltar, uma percepção de escassez. A avareza pode ser percebida no cotidiano das empresas levando ao slogan: "Não tenho confiança em ninguém" logo terei avareza com as informações que me chegam as mãos, com a expressão dos sentimentos e opiniões em relação aos projetos que estou envolvido, etc. Economizo pensamentos, sentimentos e ações pois não consigo lidar com a diversidade, com a transparência entrando num clima defensivo. Em termos de gestão de pessoas podemos apontar a tendência da centralização como gesto avarento nas organizações.

A PREGUIÇA: É definida como aversão ao trabalho, negligência. Este sentimento faz com que as pessoas desqualifiquem os problemas e a possibilidade de solução destes. A preguiça não se resume na preguiça física, mas também na preguiça de pensar, sentir e agir. A crença básica da preguiça é "Não necessito aprender nada", levando a um movimento “freador” das idéias e ações dentro das organizações que no cotidiano e traduzido pelo "deixa para depois". É o “Não vamos fazer muito agora, porque depois, teremos que fazer melhor...”

A LUXÚRIA: É definida como uma impulsividade desenfreada, um prazer pelo excesso, tendo também conotações sexuais. Nas empresas este pecado é identificado pelo assédio sexual: em nome da posição hierárquica "Desfruto do poder de dominar". Aparece com isso a grande dificuldade de relacionamento entre homens e mulheres nos ambientes organizacionais, reforçando heranças culturais arraigadas bem como dificuldades emocionais de expressar a afetividade de forma saudável.

E eis aqui, os 07 pecados (e as 07 virtudes) propriamente ditos:

Todo ser humano é, em essência, bom. Mas pecar nada mais é que agir fora da ética, dos valores que nos fazem humanos. Pecado Capital (de “capita” = cabeça, o pecado que é a cabeça) é o pecado que leva a outros pecados, outros vícios. Virtude (de “vir” = varão, homem, que significa firmeza) é uma disposição habitual e firme para fazer o bem. Veja os 7 Pecados Capitais e as 7 Virtudes Opostas:

1 – Orgulho e Humildade
O Princípio de todo pecado é o orgulho, a vaidade, Nós passamos a procurar sempre reconhecimento, elogios, por nossos atos e acabamos nos gabando das coisas que fazemos. Com orgulho, a pessoa desanima no fracasso, pois considera-o impossível. A Humildade é o reconhecimento de nossa limitação. É e verdade sobre nós mesmos.

2 – Avareza e Generosidade
Desejo desordenado dos bens deste mundo, que foram feitos pra suprir nossas necessidades. A avareza é a síndrome de acumular, juntar, empilhar coisas. É o culto ao dinheiro. Leva a fraudes, roubos, mesquinharia e ambição, passar por cima dos outros. Em vez de senhores das coisas passamos a ser escravos delas. E a Generosidade é o despojamento quanto aos bens materiais, compartilhando-os com aqueles que necessitam.

3 – Inveja e Caridade
É a tristeza diante do bem próximo. O invejoso está sempre de olho nos outros, no bem dos outros. O invejoso não valoriza seus bens e deseja o dos outros. A caridade é o olhar bom para o próximo, o amor para o próximo. É ter paciência. O desafio da caridade é se alegrar com o bem dos outros.

4 – Ira e Mansidão
Estado emocional desordenado: é a raiva excessiva. A ira é um mal em si mesmo, pois tira a paz do indivíduo. Leva à impaciência, furor, violência, ódio e até assassinato. Devemos deixar bem claro que força é diferente de violência. Ser violento não significa que a pessoa seja forte. A paciência é a maior prova de força. Já a mansidão é a força revestida de veludo. É a calma, a tranqüilidade e o equilíbrio emocional. A mansidão é necessária para a convivência e para manter a paz.

5 – Luxúria e Castidade
É a erotização exacerbada e o mal uso da sexualidade. Vivemos num mundo altamente erotizado. A moda, os espetáculos, os shows, os programas televisivos tem sempre apelo sexual. Na castidade existe o respeito ao nosso corpo e ao corpo do próximo.

6 – Gula e Temperança
É um vício onde existe a busca de um prazer desordenado na comida e na bebida... comer excessivamente, comer com os olhos, vícios como o fumo, álcool, tranqüilizantes... A temperança consiste em conservar o nosso corpo, a saúde. Por exemplo, ter uma alimentação balanceada, se livrar de substâncias que envenenem nosso organismo, etc.

7 – Preguiça e Diligência
É a negação do esforço, é o comodismo; fazer tudo de qualquer jeito, não fazer as coisas com amor e prazer, cansaço constante, falta de tempo. Diligência é não se cansar de fazer as coisas, valorizando-as sempre. Caracteriza-se pela garra, força e amor.

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E então, ficou com medo, receio, vergonha? Precisa não. Faça o seguinte: policie-se. Sempre. Porque não cometer esses pecados, pode não ser fácil. Ou sim. Tudo depende de seus hábitos. Habitue-se ao controle.

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