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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Velhice é coisa de gente velha. De cabeça.





Nelson Motta... só a voz dele, já é algo. Remete a cultura. Alguns trechos da entrevista que ele deu a Zero Hora, para Marcello Perrone:

MP: De que forma o passar dos anos mudou sua perspectiva da velhice? Quando jovem, você se imaginava aos 70 anos fazendo o que faz hoje?

"A primeira coisa que vem à cabeça é o privilégio de estar vivo aos 70 anos, bem de saúde, de cabeça e produzindo. Já é maravilhoso em si...

...não tenho saudade de nada. Vivi intensamente esses anos todos, mas não tenho saudade do passado. Tenho horror de nostalgia. A coisa que mais envelhece é nostalgia."

Pois É. Veja só essa, que é a Cindy Clawford:



SER VELHO DE CABEÇA É PIOR QUE SER VELHO DE CORPO.

Considero que campanhas assim podem, aos poucos, mudar toda uma cultura. E ISSO É MUITO BOM. Isso é transformar nosso comportamento em humano. Porque se você envelhecer, as "coisas" cairão, a dor chegará e um pouquinho de tristeza também. A gente pode minimizar isso, mas acontecerá.

E nem por isso, você precisa ficar deprimido. AÍ É QUE ESTÁ.

Também não precisa se comportar como um adolescente, quando já não é, faz tempo. Ao menos, em idade.

Idade é sempre "da cabeça", não tem limites para nossos limites, que somos nós mesmos que os impomos.

Mas, ACIMA DE QUALQUER COISA, envelhecer deve vir acompanhado de sabedoria. Caso contrário, envelhecer vai doer mais que o natural. NA ALMA.

E “PORFA”: NÃO SEJA DAQUELES QUE NÃO CONSEGUEM FICAR SÓS.

Retirei esse trecho abaixo do texto “Viciados em Companhia”, da Martha Medeiros (http://revistadonna.clicrbs.com.br/coluna/martha-medeiros-viciados-em-companhia/):

Se sozinho você não se tem, amar vira tubo de oxigênio, ânsia, invenção e enredo barato, perde a dignidade, o amor vira muleta e trucagem. Confio no amor de quem não precisa amar por sobrevivência, de quem se basta e mesmo assim é impelido a se dar, porque dar-se é excelência, não é mendicância.



Sempre amei crianças e jovens, considero eles a continuidade do mundo. 

Até por isso, já fui voluntária na Horta Comunitária de Novo Hamburgo-RS, focando crianças. 

Acredito que nós, os adultos, precisamos conduzi-los a desenvolverem os bons valores coletivos. A serem PESSOAS DO BEM.

E me perdoem... confesso: nunca tive uma imensa paciência com pessoas idosas, QUANDO elas não são sábias e reclamam demais (SE BEM QUE TEM MUITA GENTE JOVEM QUE É BEEEEM MAIS CHATA... faz cara de "Jesus, me leva!", direto... são "bicho coala", "senhor e senhora Bufe" (vivem bufando)).

Mas sei lá... talvez porque a idade "tá chegando"... ando pensando como o Rodrigo Adams (Do seu texto “Ser velho não é uma merda”: http://atl.clicrbs.com.br/txt/2015/05/07/ser-velho-nao-e-uma-merda-por-rodrigo-adams/) 

Ser velho não é uma merda. Não devemos tratar DISSO dessa forma.

Precisamos respeitar mais, ser mais tolerantes, especialmente com relação às questões de impossibilidade física. Limitações que chegam a quem não tinha limites.

A mente pode permanecer acessa, mas o corpo... nem sempre acompanha.

Aí ainda completo: envelhecer pode ser lindo. Se sábios ficamos.

E sapiência se trabalha desde jovem. Desde cedo podemos ou não perceber que beleza, não é tudo. "Beleza não põe mesa", já dizem os mais velhos.

Então, não tem remédio. Um dia, se você viver, vai chegar lá.

E quanto a essas NÃO CRIATURAS humanas que reclamaram na estação, caro Rodrigo amigo, pode crer: "Deus tá vendo."

Um dia elas vão lembrar do "Vovô da estação que atrasou elas em... 5 minutos!???"

E talvez, nesse momento, essas mesmas NÃO CRIATURAS humanas revejam seus conceitos.

E boa velhice a nós todos. 

PS: Sim, o que com certeza, é ou será uma merda, é o que o "Vovô" da história disse no final. ISSO é ou pode ser, UMA M&RD@.

TÁ LIGADO? Como uma TV dos anos 70?



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