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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O poder da Web e da Carminha


 
É impressionante o poder que a web exerce sobre as pessoas. Para o bem e para o mal. Já falei de outros casos, mas vamos pensar nisso de novo. Mesmo porque, é um assunto que corre nas nossas veias. Diariamente. Mister Google, eu que o diga! Google, o Tiozinho que tudo responde!

A novela que apresentou a personagem “Carminha” (“Avenida Brasil”, emissora Globo, 2012), conseguiu parar o Brasil: as pessoas discutiram questões sociais e éticas a partir desse enredo, posicionando-se a favor ou contra, discutindo, colocando-se no lugar dos personagens. E isso é ótimo como exercício, onde percebemos nossos valores e posições.

A internet tem disso: dissemina ideias. Mas ei, cuidado: nem tudo “são flores”. O caso de Carolina Dieckmann, que vivenciou a invasão de sua privacidade via “rackers do mal”, não tem perdão. Na verdade, a internet não perdoa. Então, dê-lhe antivírus atualizado, programas de defesa de nossas informações. Não existe mais privacidade? Priva, o que? Sim, daqui a pouco, as próximas gerações talvez não entendam mais essa palavra, e vão fazer aquela cara de “Onde surgiu isso?”, olhando prá quem fala palavras que não são “do seu tempo”, como se essas pessoas fossem “Et´s”. Palavras como telex, mimiógrafo ou vitrola, que não fazem o menor sentido para eles, os mais jovens do hoje... e privacidade, é o que mesmo?

(Prá quem ainda ou já não sabe mais, privacidade, do Dicionário Aurélio: “Intimidade, vida íntima ou particular.” Em tempos de BBB ou Facebook, alguém ainda consegue ter isso?)

E a fama efêmera, como se situa nisso tudo? Quantos desconhecidos tornam-se conhecidos, prá em seguida, tornarem-se desconhecidos, de novo? Alguém lembra da história do mendigo que alcançou a fama (Rafael Nunes)? Ou da menina (Ingrid Migliorini) que leiloou a virgindade (e parece que “roeu a corda”, na hora H, ou seja, voltou atrás)?




Será que um dia, no futuro não muito distante, as pessoas perguntarão: “Quem era mesmo, esse tal de Google”? Então, alguém poderá responder: “Dizem que foi um cara que sabia de tanta coisa, mas tanta coisa, que foi assassinado por “queima de arquivo”...

No futuro, a gente se fala de novo. Ou não. Quem viver verá.

2 comentários:

Por que você faz poema? disse...

Quero minha privacidade de volta, quero poder me embriagar, pular, correr, dançar, beijar quem eu quiser, falar o que eu quiser, sem o risco imediato de uma camera apontada para mim (e ainda com o desplante de pedirem algo como: "dá pra repetir? é que eu nao peguei do começo").

Dóris Hess disse...

Ótimo seu comentário, amigo blogueiro! Só enriquece meu post!

EBAAAA! Bom te ver!


Penso, logo, existo. E... se você está aqui, quer saber como eu penso. Se quer saber como eu penso, no mínimo, é curioso.


Curiosos ALOHA fazem bem para o mundo. Então, é nós no mundo, porque não viemos aqui a passeio!


Busco uma visão de longo alcance, sem aceitar verdades absolutas, preservando valores ALOHA, que são o ideal para um mundo mais honesto e verdadeiro.

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