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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Mecanicidade


Sabe, ás vezes, fico triste. Triste porque percebo que muito se fala, e nem sempre muito se faz. Precisamos construir empresas que vislumbrem crescimento, e isso só se consegue, com pessoas. Não bonecos, não “homens e mulheres de lata”, mecânicos. Tá bom, eu sei que Taylor já falava da linha de montagem, que tem muita importância para a Administração. E sabemos que empresas tem sua cultura, independente das personalidades individuais dos colaboradores. Mas eita, se liga: como conseguir a alma das pessoas, se não da forma mais humanizada? E a inovação? E a criatividade?

Eu sou mais Druker. Peter Druker. Veja alguns pensamentos dele:

“Um bom chefe faz com que homens comuns façam coisas incomuns.” E “Não sou especialista em Brasil, mas uma coisa estou habilitado a dizer: Não creiam que mão-de-obra barata ainda seja uma vantagem.” E “Gerenciamento é substituir músculos por pensamentos, folclore e superstição por conhecimento, e força por cooperação.” E “Maestros não sabem como o oboé faz o seu trabalho, mas eles sabem com o que o oboé deve contribuir.”

Ele é ou não é “tudo de bom”???

E o que VOCÊ acha? As mudanças devem ser de cima para baixo? Sempre sim? Nunca não?

Pois é... já pensou chegar na empresa, de uma hora para outra, e perceber que aconteceram mudanças que envolvem diretamente você, sem ter sido sequer consultado, sem dar uma opiniãozinha a respeito? Tem vezes que o colaborador pode aceitar o desafio e mostrar que adapta-se às mudanças com facilidade, mas outras vezes... por que as empresas insistem com esse erro? Tá ok, não tem como consultar todo mundo e tá certo que as pessoas podem ser substituidas, mas por que não consultar alguns? Aqueles que atuam na linha de frente, que estão em contato direto, no back office? E mesmo que se troque a equipe, pode-se trocar todos?

Não esqueçam que as pessoas precisam dos empregos para pagar suas contas. Ao menos, a maioria delas. Logo, tem aqueles que concordam por fora, mas estão explodindo por dentro. Porque então, ao invés das mudanças TOP DOWN (de cima para baixo), não adotar as mudanças COLABORATIVAS?

Nas mudanças, os gestores devem estar próximos as suas equipes, sabendo os pontos críticos e deixando o mais claro possível o novo cenário e motivos reais para essa mudança. ANTES DA MUDANÇA. Preparar as pessoas. Desta forma não terão resistência da equipe e agregarão valor aos profissionais, que acreditarão na mudança e irão se integrar e entregar ao novo cenário proposto para a empresa, que acreditam ser o melhor. As pessoas precisam perceber os benefícios da mudança, e não simplesmente “porque a diretoria quer”. Desta forma, poderão colaborar porque percebem esses benefícios, e não porque dependem desse “emprego”.

Se todos ou a maioria sentem-se parte (e nas discussões em equipes assim o será), existirá maior boa vontade e cooperação para a mudança, não na base do poder, e sim, do cooperativismo. Neste modelo a empresa ganha e a mudança não terá tanta resistência, pois aqueles que opinam sentem-se parte, sentem-se respeitados, por colaborar diretamente para o futuro da empresa, e percebem que suas ações refletem em seus resultados. É um modelo onde deixamos somente de ouvir ordens como crianças e passamos a criar mais como adultos na corporação. De forma muito mais madura de ambas as partes.

Em uma época que as pessoas buscam a participação, será que mecanizar, é a melhor solução para as empresas? Padronização sim, mas ei, se liga: personalidade ainda não saiu de moda. Ao contrário: customiza-se tudo. Nem tanto Mayo, mas também nem tanto Taylor. Eu sou mais Druker. Kotler. E TODOS OS PAPAS DE MARCAS. Que prezam pessoas. No mercado. Atuando.

Menos mecanicidade, mais criatividade.

O que é mecanicidade: “Refere-se a propriedade de algo ser mecânico na sua essência.”

O que é criatividade: “Usar o que já existe para fazer algo novo.” ALGO QUE JÁ EXISTE E FAZER ALGO NOVO.

Em qual dos 2 casos você considera que um colaborador, não importa o nível de sua hierarquia, coloque mais a alma? Você quer zumbis robotizados na sua empresa, ou gente que faz a diferença? Gente que mais que vestir a camiseta, tem a empresa tatuada na alma?

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