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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Amores intocáveis



Com licença, eu quero amar

Sabe de uma coisa? Amo a contemporaneidade. Amo o futuro. Ficção científica é o futuro visto dos olhos de visionários entusiastas do conhecimento. Amo quem ama o futuro. Sempre amei. Da arte a música... o surrealismo, a música eletrônica... futuro. O suspense. Futuro. Quem me conhece sabe que me apego ao que virá mais do que ao que foi... sabendo que o que foi me constrói e faz parte de mim para sempre, não escondo, replico, falo, procuro entender e entender-me com isso. Pois não adianta não falar ou esconder o passado. Falar do passado não é apegar-se a ele, necessariamente. É construir um novo roteiro que possa ser mais sólido e bacana, sem perder nossa identidade.

Mas puta que pariu (palavrão é uma homenagem a nossa Dercy querida Gonçalves): ser uma pessoa que muda e evolui por algo que valha muito a pena, não é perder-se de si ou sua liberdade: é melhorar, evoluir. CADA coisa que passo na vida, “me faz conhecer-se mais a mim mesma”.



E o que o amor tem a ver com sua individualidade? TUDO. Tudinho. Repare nos CASAIS INTOCÁVEIS. Tenho vários amigos assim. Não são perfeitos, mas juntos, são praticamente a perfeição. Alguns casais separados chegam a causar dor a quem convive com eles, caso separem-se. Mas juntos, são INTOCÁVEIS. Sólidos. Fortes. LINDOS.

Acha que criaturas assim não brigam? Brigam, porra (Dercy)! Brigam muito, mas mantêm uma questão muito importante, comum a todos casais intocáveis: não se perdem deles como unidade.



E que meleca do car.... (Dercy). Vivemos em uma época que, com o perdão de sua e suas divergentes opiniões, estimula o individual e o coletivo ao mesmo tempo, mas de uma forma completamente surreal. Acompanhe. Acompanhem.

Individualismo: Eu sou de ninguém. E ninguém manda em mim. Mimimimimimi.  Sou livre. Independente. Mimimi. Amo primeiro a mim mesmo. Mesma. Mimimi. Sei viver sozinho. Sei ser só e livre. Mimimi. Criatura, olha só: você pode ser livre e estar sozinho ás vezes, mas não sempre. Somos mais completos juntos. Desculpe mas sim. Você pode ter escolhido mal alguma vez na vida, mas se teve alguém que te fazia sentir muito bem na maior parte do tempo... não percebe o quanto isso é importante? Preciso desenhar ou tradução simultânea ajuda?

E sabe de quem é a culpa? Do amor erroneamente romantizado. Amor pode ser lógico e ser intensamente emocional. Pode sim. Amor não precisa excluir a liberdade, a questão é aprendermos a gostar de coisas diferentes. Mudarmos SIM por outros. Evolução, pun.... (Dercy).

Coletividade: Relações abertas. Desculpe, mas EKA. Desculpa, respeito, mas não entendo e por mais que alguém tente me fazer entender, no way. Não entendo. Leila Navarro, perdoa eu. Ok, o ser humano tem desejos, e todos nós temos. Você pode amar muito seu namorado e amar a bunda do Brad Pitt ou a boca loka do Vin Diesel sorrindo prá você (mesmo que da telinha). Ou imaginar o Jonnhy Deep criativo-rebelde-irônico falando coisas inteligentes ao seu ouvido. Ou aquela cara do sem-vergonha saboroso Homem de Ferro lhe olhando bem fundo nos olhos. Pode tudo isso. Mas trocaria o seu lindinho por qualquer um desses ou qualquer outro delicioso... trocaria? Tá, não responda. Mas eu respondo: trocaria não. Trocaria não com uma condição: se você e ele (seu namor/marido/noivo/peguete fixo mas muito fixo/coisinha de Jesus/amor da sua vida) tivessem construído uma relação INTOCÁVEL. E amores intocáveis, não nascem intocáveis. Eles se ajustam, se “ajuntam” (falei “ajuntar” em uma ocasião em sala de aula e queria morrer de vergonha, meus ex alunos riram eternamente de minha persona), se rejuntam. Juntos.

Cada pessoa que convivi, me deixou mais rica de conhecimento e experiências. E amo isso! Aprendi a gostar de hip hop, surf music, reggae, rock, ler, até surfar (na areia/sand board), tatuagem, perfumes franceses, serra, litoral, fondue, mergulhar com os tubarões... viajar de mochila, estudar Economia, navegar e comer sushi e sashimi feito por ele, voar, superar uma cirurgia e até sim... praticar aquilo que todos gostam com a perna do maluco quebrada... sim. Madre Deus (sim, eu curto). Caminhei muito, muito andei. Junto. E adorei caminhar. Adorei. Conversar muito. Aprender a beijar. Apreciar as diferenças, até brigar um pouquinho por elas. Nos beijarmos. Vida é emoção.



Vida é intenção da intensidade.

Dizem que essa é uma obra de Pablo Neruda. Outros dizem que não. Sendo ou não... é uma bela poesia:

É proibido
É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.


Isso não é pedir muito. E É TUDO QUE TODOS QUEREM. Isso é força. 

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Penso, logo, existo. E... se você está aqui, quer saber como eu penso. Se quer saber como eu penso, no mínimo, é curioso.


Curiosos ALOHA fazem bem para o mundo. Então, é nós no mundo, porque não viemos aqui a passeio!


Busco uma visão de longo alcance, sem aceitar verdades absolutas, preservando valores ALOHA, que são o ideal para um mundo mais honesto e verdadeiro.

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