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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Racismo Reverso


Sensacional esse vídeo. E já explico o porquê. O motivo.
Porque racismo reverso não tem lógica. Ele foi estimulado para que quem é racista e não assume, tornasse o seu racismo, algo "aceitável". Mas racismo é racismo e nunca é aceitável. Entenda. Veja: https://www.youtube.com/watch?v=crCCQIWSx68&feature=share


Dizer que eu sou branca é idiota, porque afinal, isso é um fato. Torna-se desnecessário falar. Mas quando falo que sou (talvez para informar a quem não enxerga por ser cego) apenas é para reforçar minha empatia com a questão. Uma questão que sempre levantei como bandeira. Pois percebo o que acontece no mundo.


Gente, e entenda isso: pare de achar que levantar uma situação de preconceito ou polêmica social torna alguém de esquerda. Não. Não sou "de esquerda". Sou humana e empática às realidades sociais, mesmo que elas não sejam a minha realidade.

Voltemos então, a questão inicial desse post. Racismo. Ou melhor, racismo reverso.

Quando alguém me diz que "racismo não é somente praticado por um branco em relação a um negro/mulato", realmente tem razão. A definição de racismo fala que um ato ou pensamento racista, tem a ver com um comportamento em relação a discriminação racial. Raças, então.

Mas espera um pouco aí. Entenda uma coisa.

É histórico. E você não precisa ser um gênio para entender. Basta ser empático.
Gente, acho tão cansativo quando alguém compara qualquer brincadeira "racista" que um branco possa passar, com a realidade que o negro sempre viveu, que tenho vontade de sair correndo em volta do planeta até 2025. E sempre digo: viva #porummundocommaisempatiaporfavor.


E da série “Aconteceu comigo”:

Lembrei-me de uma pessoa. Uma pessoa que me marcou muito. Para quem não sabe, fiz Magistério no Segundo Grau. Sim, se falava "Segundo Grau". Hoje, Ensino Médio.

Mas vamos a história (com H, pois é verdadeira). Um depoimento meu.

Choro quando lembro. De uma querida aluna chamada Osana. Linda. Mas sofrida. No alto de seus 7, 8 anos.

(PS: Fiz Magistério aos 17 mas só lecionei Administração, depois dos 40. Anos)

Voltemos a Osana. A linda menina Osana de pele linda e olhar muito triste. Osana é negra. Uma menina que me amava e demonstrava isso. Muito. Uma menina que era considerada rebelde e revoltada.

Osana ficava me olhando, com aqueles olhinhos queridos repletos de amor.

Um dia, ela pegou na minha mão, alisou minha pele e disse: "Profe Dóris, sua pele é tão linda, queria ser igual a você".

Foi em um intervalo. Chorei copiosamente com ela. Choro agora, quando lembro.

Osana mudou minha vida. Lembrei disso hoje, nem sei porque. Mas sei que Osana mudou minha vida.

A casa da Osana, tinha buracos na parede. E um dia, quando dei uma aula sobre clima, tempo, perguntei aos alunos como nos protegemos do frio ou nos refrescamos do calor. A Osana, que sempre foi muito inteligente e participativa, falou: "Profezinha querida, minha casa tem buracos que fazem o ventinho passar. No inverno colocamos jornal e no verão tiramos o jornal. Pronto".

A Osana tinha a autoestima baixa. Porque a mãe dela ensinou que ela era feia. Por isso, ela achava a minha cor bonita.

Moral da história: o mundo precisa mudar. Porque ainda existem muitas Osanas por aí.

Eu tinha 17, quando isso aconteceu. Esse ano, faço 50. Quem é bom em matemática, calcula aí. Porque #omundoprecisamudar.

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