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terça-feira, 4 de maio de 2010

O preconceito é contagiante




Existem muitos tipos de preconceito. Vários. E todos, com certeza, são destrutivos. Delimitam espaços. Diminuem mentes. Dilaceram corações.

O preconceito limita atitudes que poderiam fazer a diferença no mundo, e gera ações que podem acabar com o mundo de muitos.

Tristes cabeças pequenas.

Tristes pessoas que não admiram o diferente, o corajoso. Aquele que rompe os limites da mente humana.

E o grande problema, é que pessoas limitadas, são limitantes. O preconceituoso contagia o ambiente, as atitudes ou não atitudes de outros.

Eu admiro o Paulo Lima, que é fundador da editora e da revista Trip. Além de defensor da natureza, escreve muito bem. E veja o texto que escreveu, sobre o corajoso e despreconceituoso (é assim que escreve?) Bial:


Tem que ter coragem


O que você vê na foto? Um Abelardo Barbosa pós-Twitter? Um sujeito acuado e só? Uma figura capaz de encarar qualquer monstro, interno ou externo? Sim, é possível criticar. É fácil, até. Qualquer sujeito que se propõe a pôr a cara numa janela para dezenas de milhões de pares de olhos observarem paga um preço digno do orçamento de Eike Batista. Se for um cara vindo do protegido e incensado campo das letras, então... Há espaço para todo calibre de artilharia. Tudo vira alvo. Do suor debaixo dos braços às citações e poemas em excesso ou fora de contexto. Do chinelo de couro à posição do braço esquerdo sobre o quadril. De supostas piadas infames a comentários duvidosos. Todos os sinais físicos e mentais do elemento são escrutinados pelo mundo, passam num scanner implacável, uma potentíssima máquina de tomografia que examina cada milímetro e se imagina capaz de adivinhar sentimentos, medos, angústias e defeitos. Pedro Bial, disso ninguém parece discordar, tem coragem. Cobrir a guerra do Golfo, encarar presidentes, beduínos e outras figuras escoladas em entrevistas em rede nacional, falar aberta e profundamente sobre tudo que o cerca com clareza e fundamento, ter quatro ex-mulheres e mesmo topar se vestir de Chacrinha ou apresentar a versão nacional do reality show mais criticado e assistido do mundo... ao que parece, ele tira tudo isso de letra, mesmo que às vezes, como declarou recentemente numa de suas boas entrevistas, com o auxílio luxuoso de comprimidos de Rivotril. Coragem mesmo é preciso para enfrentar o preconcebido, o primo-irmão da ignorância que, todos sabem, é como um lutador profissional, frio, agressivo, muito preparado, uma força quase impossível de vencer.


Na verdade, acho que o Paulo, o Paulo da Trip, estava pensando em quanto o preconceito limita as pessoas, quando escreveu esse texto. Limita as pessoas até mesmo para limitarem-se a parar de criticar.

E creia: não se trata de defender esse ou aquele programa; trata-se em respeitar a coragem das pessoas em exporem-se fora da sua realidade e fora da imagem que elas mesmas construíram prá elas mesmas. E o Bial não se limitou. Por isso, não seja preconceituoso: respeite a diversidade de culturas.

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